Tuesday, March 20, 2007
Tenho uma tendência natural a ter mais coisa que fazer do que dou conta. Não nasceu ontem isso, não. Desde a tenra infância queria brincar em três lugares ao mesmo tempo, mesmo tendo noção, já naquela época, que um corpo não ocupa lugares diferentes ao mesmo tempo.
Daí surgiu o primeiro sintoma que as coisas sempre seriam complicadas. A imaginação. O pensamento. A divagação. Enquanto montava o Ferrorama, pensava em empinar pipa (apesar de sempre ser péssimo nisso) e ler gibis. Essa herança se faz presente até hoje. Gosto muito de assoviar e chupar cana, sabe?
Quando as coisas estão muito calmas, algo me inquieta. Tenho que criar, fazer, mover. Sensação de estar vivo ou mesmo de missões que devem ser feitas nessa passagem terrena.
Um boa parcela das pessoas que estão à minha volta sofre com essa minha inquietude. Não entendem, às vezes querem frear, mas o caminhão do Encurralado aqui não permite.
Neste ano passo a integrar o mundo dos quarentões. Minhas percepções vêm mudando a cada ano, resultado da experiência de vida, convívio com outras pessoas e, sobretudo, permitir que a vida interaja um pouco mais sem os comandos quiça automatos de nossa conduta.
Mas ainda me pergunto: até quando?
Tuesday, March 06, 2007
Durante uma reflexão sobre o declínio do mercado fonográfico e a aceitação de novas mídias, percebi que não sou só eu que me sinto como um estranho no ninho aqui no Brasil. Relato pra vocês um trecho da conversa (editada) que mantive num lista de discussão que assino.
O mote é o fechamento de gravadoras independentes e o desinteresse do público para comprar mídia, já que baixar gratuitamente é muito mais fácil.
Lancei um box de CDs de uma banda chamada Harry há cerca de um ano e meio (www.harrynet.com.br). Pra vocês terem uma idéia, até agora não consegui vender a tiragem limitada que é só de 1000 cópias! Isso porque consegui colocar no grande mercado (lojas virtuais como Submarino e redes como FNAC e Saraiva). O questionamento é latente: pra que lançar então? Levamos um ano pra separar as músicas, masterizar, fazer uma arte bacana, se preocupar com todos os detalhes pra não vender. E o motivo não é a música, claro, pois o Harry é um documento vivo da música alternativa brasileira. Com isto, não há motivação pra lançar nada, exceto DVD mesmo. Por enquanto. Outra possibilidade é a venda de MP3 para o mercado externo, porque por aqui vai demorar muito ainda.
Tem um caso que considero como o melhor exemplo de como as coisas estão invertidas mesmo. Estava numa comunidade falando sobre um software que custa Us$ 49 que é essencial pra um trabalho que faço, que me traz ótimo resultado e otimiza o dia-a-dia. Comentei que havia comprado, o que é normal, ué! Uma empresa se mantém dos serviços que presta. Qual minha surpresa quando a comunidade toda me detonou, me chamando de “tonto” que gosta de jogar dinheiro fora, já que bastava pegar um crack que já rolava!
Sinto isso com música também. Não sou xiita, não! Baixo muito , mas muito mais do que compro, porque a oferta é maior do que meu bolso, porém compro vários singles digitais também. Acho impossível pagar por tudo que a gente consome de música, por isso adoraria que tivesse um canal de assinatura que a gente pagasse um X por mês e tivesse acesso a tudo. Seria justo com quem produz e viável pra gente, como TV a cabo, por exemplo.
Será que há solução?
Wednesday, February 28, 2007

Voltar aos "velhos tempos". É assim que defino a sensação de tocar numa festa com o Serato Scratch Live.
O controle sobre o vinil, sem todos aqueles cues automáticos dos CD-Js que sempre me confudira, é algo que pensei nunca mais experimentar, já que por falta de espaço, os vinis estavam sendo abandonados dos meus cases.
Além do espaço, o peso e saber exatamente o que vai tocar, coisa que nunca sei. Até hoje faço sets na hora. Não estudo viradas, nem analiso o momento dos cortes. Gosto de tudo na raça. A memória ajuda a lembrar de trechos bacanas pra cortar aquela música e tal e assim que me guio.
E o Scratch Live me dá essa possibilidade. Mas requer organização. Tenho milhares de músicas no meu note e não sou a pessoa mais organizada. E na hora que quero determinada música, nem sempre a busca é a mais perfeita. Isso achei um ponto negativo.
Mas daqui pra frente só quero saber da mobilidade e praticidade, além, é claro, do eterno prazer de tocar com vinis, que o Scratch Live proporciona com muita perfeição.
Wednesday, August 16, 2006
Tenho vários serviços on-lines que assino e a maioria mantenho atualizado. Esse aqui, velho de guerra, fica sempre esquecido.
Vou ver se consigo manter uma rotina novamente, afinal de contas, todos os dias acontecem fatos e pintam idéias legais que gostaria de compartilhar (mesmo sem que ninguém leia) apenas pra me senir mais vivo e presente.
"E por que não arruma uma turma de amigos, ué?" Porque nem todo mundo tem saco pra ouvir certas coisas que só interessarão a poucos.
Tuesday, February 14, 2006

Há quase dois anos, eu e minha parceira oficial de "deformance" aprontávamos nossa segunda aparição no palquinho da Trash 80's. O registro, feito por uma fã da festa, ficou arquivado durante meses no empoirado HD de backup da minha máquina. Nada mais justo que colocá-lo no ar para quem acessa esse quase-esquecido-blog conferir o quanto é divertido ser caricato. Sem medo de ser feliz, no mais alto momento de diversão.
Se você tem Windows Media Player, clique aqui para conferir o vídeo.
Saturday, October 22, 2005

E depois de algum tempo, volto a produzir um evento de música eletrônica. Não que eu tenha abandona o estilo, já que trabaho intensamente com isso, seja pelo FiberOnline ou com uma série de projetos de CDs que faço para algumas empresas, mas o Machina Festival tem um gostinho diferente: de reencontro e experimentação. Adoro isso.
Mais informações em http://www.machinafestival.com.br.

Sim, eu me rendi o iPod.
Em menos de 3 meses, data do último post, tive a oporunidade de experimentá-lo. Mas uma coisa fez com o que mudasse de opinião: memória flash. A razão de eu odiar o iPod era o tamanho, peso e a capacidade. Não quero ficar levando minha coleção de CDs pra cima e pra baixo. Quero fazer uma seleção de, diremos umas 500 músicas, e ouvir à exaustão!
O Nano é uma evolução mas tb nasceu morto. Comprei, tô amando, mas assim que os celulares aceitarem cartões de 4GB (daqui a alguns meses) tchau, babe.
Wednesday, July 27, 2005

Eu não gosto do iPod. Acho que já nasceu morto. Milhões de pessoas compraram e, em menos de dois anos, estará jogado na gaveta como os toca-fitas portáteis.
Comprei meu Nokia 6230 há quase um ano. O bichinho é o primeiro caso de celular multimídia de sucesso. Comporta memória MMC, que hoje já traz capacidade de 2GB. Além de ouvir as músicas preferidas, dá pra falar, tirar foto, gravar vídeo, usar com agenda, etc, etc.
Se a revolução da música digital tem um nome, com certeza não é o iPod. Celulares inteligentes apresentam-se como a solução de convergência. Afinal, é isso que queremos: o máximo de recursos com simplicidade de uso.
Sunday, May 01, 2005

E uma coisa muito engraçada aconteceu... Como disse no post anterior, tenho uma paixão especial por gatos e nunca me prendi ao universo canino. Já o Carlos, aí na foto, sempre adorou cachorros e nunca deu atenção aos gatos. A experiência de duplo convívio tem sido ótima. Acompanhar de perto o crecimento de duas espécies tão distintas é um aprendizado e tanto.
A Meg é um Golden Retrivier de oito meses, linda, apaixonante e espuleta. Não pára nunca! Haja fôlego (né, não Carlos?)

Este é o Otávio e tem sido um ótimo companheiro apesar de todo mundo afirmar que gato é blasé. Pra quem não entende o que é um relacionameno com gatos, pode até achar isso mesmo, mas o que eu admiro é a lealdade e a individualidade. Animal com personalidade mesmo. Ele é um balinês de cinco meses e traz características muito próximas aos cães como interação, obediência e rápido aprendizado. Junto a isso, tudo o que eu sempre admiro em gatos.
Sunday, April 03, 2005
Friday, February 25, 2005
Sunday, February 20, 2005
Hoje resolvi que precisa usar a horinha a mais para escrever alguma coisa, mesmo que não tenha nada de relevante. Tempo escasso não é desculpa. Creio que é um desinteresse geral adicionado a preguiça letal. O pouco tempo que arrumo é para não fazer nada, pode? Que desperdício...
Tempo é para ser vivido, mesmo que seja no prazer da sua cama. Afinal, pra que serve um notebook?
Tuesday, January 04, 2005
Wednesday, December 01, 2004
Trauma e medo se seguiram por anos. Tentantivas frustradas por outros tantos. Até o abandono total e a retomada graças às asas da maturidade que plainavam sobre mim.
Só que já sofreu uma limitação sabe o que é encerrar um ciclo desses. Ansiedade me consome, mas a longa espera construiu uma indumentária que protege de surtos.
Agora, fico aqui nesta cama esperando pelo dia que sorrir será tão simples como respirar.
Sunday, November 28, 2004
Hoje eu quero ajudar. Hoje eu quero me ajudar. Ajudando. Sempre.
Quer puder colorir algumas horas comigo que venha para a Trash Benê. Este post é atemporal porque, mesmo que não consiga aparecer no Caravaggio hoje e dar sua contribuição para o Istituto Vida Nova, lembre-se que do lado de lá da janela sempre tem dias cinzas querendo cor.
Sunday, October 03, 2004
Wednesday, September 29, 2004
Cá estou. De volta ao aconchego. Pra variar, metendo a boca em alguma coisa e hoje o escolhido são os serviços on-line gratuitos. Tudo o que é bom, dura pouco. Isso todo mundo já sabe. Quanto tempo dura uma caixa de trufas da Neuhauss em seu armário? Ok, da Ofner, então? Menos ainda já que é mais acessível eu sei. Essa nossa compulsão também se aplica a Internet.
Quando o saudoso Napster surgiu, eu ficava horas e horas conectado para conseguir baixar poucas músicas. Quando a coisa começou a ficar boa (digo, banda larga acessível), a RIAA cortou nosso barato. Foi assim com o Audiogalaxy e muitos outros. O Kazaa e Soulseek parecem persitir mas meu vício mudou para as comunidades on-line e nela ando sofrendo muito. Orkut e Fotolog são dois bons exemplos. O primeiro virou até mesmo garoto-propaganda de marca de absorvente no Brasil. É gratuíto e tem centenas de milhares de pessoas conectadas. Resultado: é lento. Haja saco para conectar, qualquer hora que seja. Mas se fosse pago adiantaria? Eu afirmo que não. Primeiro porque a Google, que investe no projeto, é contra cobrança mas anda falhando no suporte do serviço e, além disso, temos exemplos de serviços pagos que insistem em não funcionar como o nosso querido Fotolog.
A comunidade fotográfica que anda acabando com os blogs por aí, tá mal das pernas. A molecada que criou tá passando o chapeú pra ver se conseguem manter ativo o sistema. Eu sou pessimista: acho que vai pro caso. O único porém é que parece que nada surge para suprir esses vícios. Será que o negócio é voltar para os (já) datados blogs como este aqui?


