Wednesday, January 25, 2012
3 artistas que fizeram 2011 diferente (e continuam firmes nas minhas playlists)
M83
Azari & III
Dum Dum Girls
Pra quem quiser baixar, coloquei o novo set pra baixar no SoundCloud
Tuesday, January 24, 2012
Monday, February 21, 2011
Cassandra Complex - One Millionth Happy Customer live @ Machina Festival II
Relembrando 2007, o excelente show do Cassandra Complex e mais outras bandas bacanas escaladas para o então "Machina Festival II".
Thursday, December 30, 2010
Meus álbums de 2010
http://rateyourmusic.com/list/eneasneto/meus_albuns_de_2010/
10
Autechre
Oversteps
9
Sleigh Bells
Treats
8
Groove Armada
Black Light
7
Hot Chip
One Life Stand
6
The Radio Dept.
Clinging to a Scheme
5
Beach House
Teen Dream
4
The Drums
The Drums
3
Robyn
Body Talk
2
Vampire Weekend
Contra
1
Arcade Fire
The Suburbs
Thursday, December 16, 2010
Hora de retrospectiva
Algumas das melhores músicas na categoria pop/fofura e seus respectivos vídeos em 2010 pra mim:
E tem mais, muito mais...
Algumas das melhores músicas na categoria pop/fofura e seus respectivos vídeos em 2010 pra mim:
E tem mais, muito mais...
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Tuesday, October 12, 2010
DJ Set + show do Echo & The Bunnymen

Segunda, 11/10, fiz um DJ set antes do show de uma das minhas bandas prediletas, Echo & The Bunnymen. Recebi o convite na semana passada e comecei a pensar no que tocar. Eu nunca sei ao certo quais as músicas que tocarei em sets. Tudo é pensado na hora. A única certeza é que não tocaria apenas hits dos anos 1980 mas um mix entre várias gerações. Se eu não me esqueci de nada, essas foram as músicas executadas"
Cure - Love Song
Morrissey - I'm Throwing My Arms Around Paris
James - Born Of Frustration
Siouxsie & The Banshees - Kiss Them For Me
Sugarcubes - Deus
Ladyhawke - Magic
Editors - Papillon
Interpol - Slow Hands
Red Lorry Yellow Lorry - Hollow Eyes
Depeche Mode - Personal Jesus
Arcade Fire - Ready to Start
Phoenix - 1901
MGMT - Kids
Pena que era um tempo curto mas queria ter tocado XX, The Drums, March Violets, Ballam & The Angels entre outras.
O show foi muito, muito bom. A primeira parte a banda tocou o clássico álbum "Ocean Rain" na íntegra com um belíssimo arranjo de cordas. Pausa de 15 minutos e retomam com músicas de todas as fases. Pra fã nenhum reclamar.
Ian McCulloch reencontrou sua voz. Pra quem viu a tour passada, saberá o que estou falando. Abaixo, cliques:

Segunda, 11/10, fiz um DJ set antes do show de uma das minhas bandas prediletas, Echo & The Bunnymen. Recebi o convite na semana passada e comecei a pensar no que tocar. Eu nunca sei ao certo quais as músicas que tocarei em sets. Tudo é pensado na hora. A única certeza é que não tocaria apenas hits dos anos 1980 mas um mix entre várias gerações. Se eu não me esqueci de nada, essas foram as músicas executadas"
Cure - Love Song
Morrissey - I'm Throwing My Arms Around Paris
James - Born Of Frustration
Siouxsie & The Banshees - Kiss Them For Me
Sugarcubes - Deus
Ladyhawke - Magic
Editors - Papillon
Interpol - Slow Hands
Red Lorry Yellow Lorry - Hollow Eyes
Depeche Mode - Personal Jesus
Arcade Fire - Ready to Start
Phoenix - 1901
MGMT - Kids
Pena que era um tempo curto mas queria ter tocado XX, The Drums, March Violets, Ballam & The Angels entre outras.
O show foi muito, muito bom. A primeira parte a banda tocou o clássico álbum "Ocean Rain" na íntegra com um belíssimo arranjo de cordas. Pausa de 15 minutos e retomam com músicas de todas as fases. Pra fã nenhum reclamar.
Ian McCulloch reencontrou sua voz. Pra quem viu a tour passada, saberá o que estou falando. Abaixo, cliques:
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Thursday, July 22, 2010

Meu setlist no Lounge Kamikaze 3 (Volt)
Aproveitar que as ainda está fresco na cabeça e compartilhar com vocês o set que fiz hoje no Volt. Pra variar, tem coisas novas, velhas, repaginadas e clássicas também. O Lounge Kamikaze do Bezzi possibilita essa mistura. É quinzenal nesse bar que é um dos mais bacanas de São Paulo
Foram elas:
01) Vampire Weekend - "The Kids Don't Stand a Chance Chromeo Remix)
02) Scissor Sisters - "Something Like This"
03) Tilly And The Wall - "The Freest Man (CSS Remix)"
04) New Order - "True Faith (Pet Shop Boys remix)"
05) Animotion - "Obsession (Dance Mix)"
06) Visage - "Fade To Grey [12" Version]"
07) Dee D. Jackson - "Automatic lover (Extended Version)"
08) Giorgio Moroder - "From Here to Eternity (Remix)"
09) Gus Gus - "Spacelab"
10) Phoenix - "1901 (What Kind Of Breeze Do You Blow? A-Mix)"
11) Smashing Pumpkins - "1979 (Moby Remix)"
12) Oasis - "Falling Down (The Gibbs Mix)"
13) Joy Division - "Control (D. Ramirez Remix)"
14) Brian Ferry - "Don't Stop The Dance 12" Mix"
15) Lloyd Cole - "Brand New Friend (Long Version"
16) Talk Talk - "It's My Life [Extended Version]"
Muitas das músicas me rondavam por causa do mini synth set que gravei ontem para o fiberonline. Outras foram escolhidas na hora mesmo. Preciso gravar esse set porque achei uma boa experiência tocar Dee D. jackson, Oasis, Talk Talk e Joy Division em uma hora sem parecer uma salada mista.
Aproveitando, esta lista me fez resgatar duas músicas que adoro desde de outros carnavais. Vejam os vídeos abaixo:
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Wednesday, July 21, 2010
Meu novo set do fiberonline
Tilly And The Wall - "The Freest Man (CSS Remix)"
Tin God - "Your Silent Face (Club mix)"
Gus Gus - "Spacelab"
Simian Mobile Disco - "Audacity Of Huge (Allez-Allez Remix)"
Visage - "Fade To Grey [12" Version]"
Patrick Cowley - "Megatron Man"
Vitalic - "Second Lives (Lifelike Remix)"
Depeche Mode - "Suffer Well (Metope Remix)"
Giorgio Moroder - "Chase"
Tilly And The Wall - "The Freest Man (CSS Remix)"
Tin God - "Your Silent Face (Club mix)"
Gus Gus - "Spacelab"
Simian Mobile Disco - "Audacity Of Huge (Allez-Allez Remix)"
Visage - "Fade To Grey [12" Version]"
Patrick Cowley - "Megatron Man"
Vitalic - "Second Lives (Lifelike Remix)"
Depeche Mode - "Suffer Well (Metope Remix)"
Giorgio Moroder - "Chase"
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Wednesday, June 30, 2010
Meu deu uma vontade grande de escrever. Assim que eu soube da notícia, não conseguia me controlar. Os pensamentos viraram quase paranoia e naquele momento percebo que precisa juntar um punhado de palavras para tentar expressar o meu medo.
Estou há mais de quarenta anos nessa cidade. Já vi de tudo, passei maus bocados, aprendi muito, vi gente sofrer, machuquei alguns, me feri e fui ferido. Sempre encarei isso como experiência de vida. Estamos nessa jornada para um aprendizado eterno.
A única coisa que eu não consigo acreditar é como alguém pode tirar a vida de outro. Justamente essa vida que é pra ser experimentada. Ceifar por um simples instinto animal e irracional é mais assombroso pra mim. Hoje fiquei sabendo que, numa tentativa de assalto próximo da minha casa, uma pessoa que tentou proteger a vida de uma outra, foi assassinada com um tiro na boca. A gente está cansado de ler e ver a respeito. E quando isso acontece há poucos metros da sua casa? Parece que a vida inteira retoma num flashback e você passa a temer o que vem por aí.
Uma sensação péssima, de insegurança, de fragilidade. Por que a gente acredita tanto que somos imunes? Aconteceu aqui do lado, poderia ter sido com você.
A gente passa a dar mais valor àquelas coisas que deixamos de lado. A questão é que logo acostumamos e voltamos pra rotina egocêntrica que nos consome.
Estou há mais de quarenta anos nessa cidade. Já vi de tudo, passei maus bocados, aprendi muito, vi gente sofrer, machuquei alguns, me feri e fui ferido. Sempre encarei isso como experiência de vida. Estamos nessa jornada para um aprendizado eterno.
A única coisa que eu não consigo acreditar é como alguém pode tirar a vida de outro. Justamente essa vida que é pra ser experimentada. Ceifar por um simples instinto animal e irracional é mais assombroso pra mim. Hoje fiquei sabendo que, numa tentativa de assalto próximo da minha casa, uma pessoa que tentou proteger a vida de uma outra, foi assassinada com um tiro na boca. A gente está cansado de ler e ver a respeito. E quando isso acontece há poucos metros da sua casa? Parece que a vida inteira retoma num flashback e você passa a temer o que vem por aí.
Uma sensação péssima, de insegurança, de fragilidade. Por que a gente acredita tanto que somos imunes? Aconteceu aqui do lado, poderia ter sido com você.
A gente passa a dar mais valor àquelas coisas que deixamos de lado. A questão é que logo acostumamos e voltamos pra rotina egocêntrica que nos consome.
Sunday, April 18, 2010
Monday, April 12, 2010
Sexta, 16/4, tem festa de 20 anos do Zensor + tributo ao belgas do 242

Uma das principais referências da cultura musical eletrônica alternativa no Brasil, o cultuado programa de rádio Zensor teve a sua primeira transmissão há 20 anos na extinta rádio 97 FM. Sob o comando do jornalista multimídia Eneas Neto, o Zensor ficou no ar até 1994 e ainda permanece vivo na memória de seus ouvintes como uma das raras fontes de informação sobre a música eletrônica genuinamente underground, com foco em estilos vanguardistas como o industrial, electronic body music e new beat.
Esta importante data será comemorada com a realização de uma festa especial no dia 16 de abril. O local escolhido foi o Inferno Club, atualmente um dos poucos e tradicionais clubes que tem recebido projetos destinados exclusivamente à esta proposta musical.
Entre os destaques da programação desta noite está o live do projeto Homicide Division, um dos pioneiros da produção nacional de música eletrônica alternativa para as pistas. Formado pela dupla paulista de produtores Alexandre Lira (Reality) e Paulo Lanfranchi (Security Device), o Homicide Division prestará uma homenagem ao grupo belga Front 242, interpretando seus clássicos que marcaram o surgimento e evolução de uma nova mentalidade de se produzir música sintética, a revolucionaria EBM - electronic body music.
O line up fica completo com discotecagem dos DJs Eneas Neto (idealizador do Zensor e do portal de música eletrônica FiberOnline), Marcio Vaez (Pop & Wave)
Rodrigo Cyber (Projeto Ferro Velho), Ricardo Synth e Luizinho EBM, que resgatarão os grandes clássicos da "old school" EBM. Também haverá exibição de vídeos raros no telão.
Durante o evento a gravadora Fiber Records realizará uma venda promocional de dois dos seus principais ítens de catalogo: DVD "Neon Judgement Live At Machina Festival" (por apenas R$15), box do Harry - "Taxidermy - Boxing Harry"(somente R$25) e CDs de lançamentos nacionais de música eletrônica por R$10. Vale lembrar que os primeiros 50 pagantes ganham o DVD "Neon Judgement Live At Machina Festival".
Zensor - 20 anos
Inferno Club
Rua Augusta, 501, Consolação, São Paulo-SP
Quando: Sexta-feira, 16/4, a partir das 23h
Show: Homicide Division (tributo ao Front 242)
Djs: Eneas Neto (Zensor / FiberOnline), Marcio Vaez (Pop & Wave), Rodrigo Cyber (Projeto Ferro Velho), Ricardo Synth, Luizinho EBM
Quanto: R$ 15 normal/R$ 10 com nome na lista ou flyer (enviar os nomes completos para info@infernoclub.com.br)
Info: (11) 3120.4140
www.infernoclub.com.br
www.machinafestival.com.br

Uma das principais referências da cultura musical eletrônica alternativa no Brasil, o cultuado programa de rádio Zensor teve a sua primeira transmissão há 20 anos na extinta rádio 97 FM. Sob o comando do jornalista multimídia Eneas Neto, o Zensor ficou no ar até 1994 e ainda permanece vivo na memória de seus ouvintes como uma das raras fontes de informação sobre a música eletrônica genuinamente underground, com foco em estilos vanguardistas como o industrial, electronic body music e new beat.
Esta importante data será comemorada com a realização de uma festa especial no dia 16 de abril. O local escolhido foi o Inferno Club, atualmente um dos poucos e tradicionais clubes que tem recebido projetos destinados exclusivamente à esta proposta musical.
Entre os destaques da programação desta noite está o live do projeto Homicide Division, um dos pioneiros da produção nacional de música eletrônica alternativa para as pistas. Formado pela dupla paulista de produtores Alexandre Lira (Reality) e Paulo Lanfranchi (Security Device), o Homicide Division prestará uma homenagem ao grupo belga Front 242, interpretando seus clássicos que marcaram o surgimento e evolução de uma nova mentalidade de se produzir música sintética, a revolucionaria EBM - electronic body music.
O line up fica completo com discotecagem dos DJs Eneas Neto (idealizador do Zensor e do portal de música eletrônica FiberOnline), Marcio Vaez (Pop & Wave)
Rodrigo Cyber (Projeto Ferro Velho), Ricardo Synth e Luizinho EBM, que resgatarão os grandes clássicos da "old school" EBM. Também haverá exibição de vídeos raros no telão.
Durante o evento a gravadora Fiber Records realizará uma venda promocional de dois dos seus principais ítens de catalogo: DVD "Neon Judgement Live At Machina Festival" (por apenas R$15), box do Harry - "Taxidermy - Boxing Harry"(somente R$25) e CDs de lançamentos nacionais de música eletrônica por R$10. Vale lembrar que os primeiros 50 pagantes ganham o DVD "Neon Judgement Live At Machina Festival".
Zensor - 20 anos
Inferno Club
Rua Augusta, 501, Consolação, São Paulo-SP
Quando: Sexta-feira, 16/4, a partir das 23h
Show: Homicide Division (tributo ao Front 242)
Djs: Eneas Neto (Zensor / FiberOnline), Marcio Vaez (Pop & Wave), Rodrigo Cyber (Projeto Ferro Velho), Ricardo Synth, Luizinho EBM
Quanto: R$ 15 normal/R$ 10 com nome na lista ou flyer (enviar os nomes completos para info@infernoclub.com.br)
Info: (11) 3120.4140
www.infernoclub.com.br
www.machinafestival.com.br
Thursday, April 08, 2010
O novo fiberonline está no ar! A versão 3.0 é totalmente nova e estamos começando uma nova fase depois de quase 13 anos no ar. Aproveitei para compartilhar o ste que fiz para os meninos do deepbeep.
Sunday, November 15, 2009
Versão original da minha coluna para o Guia da Semana
Fim de casamento?
Que São Paulo tem uma vida noturna ímpar, todo mundo sabe. Em qualquer noite da semana que se queira sair, encontra-se diversão. No entanto, algo mudou nos últimos meses. Depois da bem-vinda Lei Seca, que fez motoristas, à custa de blitz e bafômetro, perceberem o mal que podem causar dirigirindo embriagados, ou da outra lei que proíbe o cigarro em ambientes fechados, parece que os hábitos do boêmios se alteraram.
Sempre existiu o "esquenta" num bar para terminar numa festa ou clube noturno. O que noto é um diminuição do programa duplo. O que era um sagrado matrimônio virou um amizade colorida. Passada a fase de adaptações, que fez o movimento cair, nota-se que hoje as pessoas são mais seletivas. Não é uma regra, claro, mas começou a surgir um relacionamento monogâmico com relação ao destino escolhido.
As casas noturnas se adaptaram à Lei Antifumo mas isso levou muitos a avaliarem se vale a pena restringir o grupo de amigos que antes os acompanhavam em baforadas nem sempre bem acolhidas numa pista, para se dividir entre o fervo interno e as escapadas pro lado externo, com seu outro "companheiro".
Em bate-papo com amigos, acabo colhendo alguns dados. Fulano fumante não quer gastar duas vezes se tiver que se adaptar a duas regras distintas. Dependendo do lugar, poderá ter acesso à calçada ou terá que guardar suas tragadas pra quando a balada terminar. Encontrar um ponto seguro, um oásis do tabaco, cria conforto e reativa raízes. Mesmo assim, o fumante não vai deixar de bater cartão naquele lugar em que sempre encontrou os amigos e que adotou um regulamento mais rígida. Como resolver o dilema? Programando com antecedência o que irá fazer. O que era um impulso, hoje tem que ser dosado.
Mas e o não-fumante nesta história? Todos temos amigos fumantes. Impossível viver sem encontrar alguém que adora umas pitadas. O bom papo prevalece, assim como a solidariedade. Então, se hoje amigos fumantes decidirem passar num bar em que se tem facilidade de acesso ao cigarro, a harmonia reinará e por mais tempos ficarão ali. No dia seguinte, é a vez do amigo fumante ceder: tudo bem parecido com a regra do rodízio entre amigos que decidem quem vai dirigir e em que noite.
Aonde quero chegar? À conclusão de que estamos diante de uma mudança de hábito que altera o funcionamento da noite. Se é positiva ou se traz aspectos retrógrados, ainda não sei definir. Deu pra perceber que a noite perdeu um pouco do brilho, mas ganhou muitos pontos em civilidade. Como todo casamento, prazer e respeito devem encontrar um equilíbrio para que os parceiros continuem juntos.
Fim de casamento?
Que São Paulo tem uma vida noturna ímpar, todo mundo sabe. Em qualquer noite da semana que se queira sair, encontra-se diversão. No entanto, algo mudou nos últimos meses. Depois da bem-vinda Lei Seca, que fez motoristas, à custa de blitz e bafômetro, perceberem o mal que podem causar dirigirindo embriagados, ou da outra lei que proíbe o cigarro em ambientes fechados, parece que os hábitos do boêmios se alteraram.
Sempre existiu o "esquenta" num bar para terminar numa festa ou clube noturno. O que noto é um diminuição do programa duplo. O que era um sagrado matrimônio virou um amizade colorida. Passada a fase de adaptações, que fez o movimento cair, nota-se que hoje as pessoas são mais seletivas. Não é uma regra, claro, mas começou a surgir um relacionamento monogâmico com relação ao destino escolhido.
As casas noturnas se adaptaram à Lei Antifumo mas isso levou muitos a avaliarem se vale a pena restringir o grupo de amigos que antes os acompanhavam em baforadas nem sempre bem acolhidas numa pista, para se dividir entre o fervo interno e as escapadas pro lado externo, com seu outro "companheiro".
Em bate-papo com amigos, acabo colhendo alguns dados. Fulano fumante não quer gastar duas vezes se tiver que se adaptar a duas regras distintas. Dependendo do lugar, poderá ter acesso à calçada ou terá que guardar suas tragadas pra quando a balada terminar. Encontrar um ponto seguro, um oásis do tabaco, cria conforto e reativa raízes. Mesmo assim, o fumante não vai deixar de bater cartão naquele lugar em que sempre encontrou os amigos e que adotou um regulamento mais rígida. Como resolver o dilema? Programando com antecedência o que irá fazer. O que era um impulso, hoje tem que ser dosado.
Mas e o não-fumante nesta história? Todos temos amigos fumantes. Impossível viver sem encontrar alguém que adora umas pitadas. O bom papo prevalece, assim como a solidariedade. Então, se hoje amigos fumantes decidirem passar num bar em que se tem facilidade de acesso ao cigarro, a harmonia reinará e por mais tempos ficarão ali. No dia seguinte, é a vez do amigo fumante ceder: tudo bem parecido com a regra do rodízio entre amigos que decidem quem vai dirigir e em que noite.
Aonde quero chegar? À conclusão de que estamos diante de uma mudança de hábito que altera o funcionamento da noite. Se é positiva ou se traz aspectos retrógrados, ainda não sei definir. Deu pra perceber que a noite perdeu um pouco do brilho, mas ganhou muitos pontos em civilidade. Como todo casamento, prazer e respeito devem encontrar um equilíbrio para que os parceiros continuem juntos.
Mais uma do Guia da Semana
Famoso quem?
A noite, lugar de diversão, atrai também pessoas que só tem um único objetivo: aparecer
Por Eneas Neto
Nesses tempos em que perfis sociais na internet têm mais peso que um currículo exemplar, na noite não poderia ser diferente. A fogueira de vaidades nas festas cresce à medida que a busca pela fama se torna cada vez mais um refúgio para pessoas que acreditam na necessidade de ser mais do que as outras.
Ser vip, esticar o pescoço para aparecer ao lado da "personalidade", gastar todo o salário do mês para pedir uma garrafa de Cristal... vale tudo para se destacar na multidão. Essa história é antiga. Diferenciar-se faz parte da competitividade humana, alimenta um prazer incontrolável que afaga o ego. O porém é que hoje, com a velocidade que as mudanças são impostas, os critérios mudaram, tornando-se também mais imediatos. Hoje já é ontem. Aquele bafo que gerou uma bela foto no site do clube da moda não diz mais nada, mesmo que se tente perpetuá-la na esperança de que o Google indexe em sua base de dados gerando uma referência, uma palavra-chave e, porque não, um trend no Twitter. "Ah, isso seria o máximo!"
Ser reconhecido faz bem a todos, principalmente quando se consegue por mérito próprios, à custa de bons anos de trabalhos, relacionamentos ou de troca de experiência . Ao menos funcionava assim. Agora dá pra se construir uma trajetória virtual sem mesmo ter aparecido nos lugares certos, nas horas certas. Dizer que foi, ler um pouco sobre o que aconteceu, mexer naquela foto que tirou com o famoso para não reconhecerem o lugar e... voilá! Já faz parte do seleto circuito dos trendsetter notívagos.
Claro que não é uma regra. Nem todo mundo que está na noite quer ser notado ou mesmo se preocupa com isso. Muitos querem apenas se divertir com os amigos, aliviar a tensão que o ritmo pesado da cidade imprime, extravasar. Eis que surge aquela atriz da novela e a câmera do celular coça pra ser sacada... Natural, não? Curiosidade alimenta a vida. O problema começa quando, em certos contextos, se faz questão de lembrar quão importante é para o indivíduo não ser comum, que ser especial é comprar um pedacinho do céu das estrelas. Que o importante é o que você pode e não o que você faz. Aí, a fotinho da personalidade não diz nada.
Encontrando velhos amigos na noite de São Paulo e dividindo essas divagações, alimento esperanças nas pessoas, mesmo vendo toda uma nova geração que se preocupa mais com uma identidade própria que, no fundo, é igual a milhares de outras que estão logo ali, no perfil dos amigos virtuais. Busca tanto ser diferente que se torna mais um no exército da mesmice.
Famoso quem?
A noite, lugar de diversão, atrai também pessoas que só tem um único objetivo: aparecer
Por Eneas Neto
Nesses tempos em que perfis sociais na internet têm mais peso que um currículo exemplar, na noite não poderia ser diferente. A fogueira de vaidades nas festas cresce à medida que a busca pela fama se torna cada vez mais um refúgio para pessoas que acreditam na necessidade de ser mais do que as outras.
Ser vip, esticar o pescoço para aparecer ao lado da "personalidade", gastar todo o salário do mês para pedir uma garrafa de Cristal... vale tudo para se destacar na multidão. Essa história é antiga. Diferenciar-se faz parte da competitividade humana, alimenta um prazer incontrolável que afaga o ego. O porém é que hoje, com a velocidade que as mudanças são impostas, os critérios mudaram, tornando-se também mais imediatos. Hoje já é ontem. Aquele bafo que gerou uma bela foto no site do clube da moda não diz mais nada, mesmo que se tente perpetuá-la na esperança de que o Google indexe em sua base de dados gerando uma referência, uma palavra-chave e, porque não, um trend no Twitter. "Ah, isso seria o máximo!"
Ser reconhecido faz bem a todos, principalmente quando se consegue por mérito próprios, à custa de bons anos de trabalhos, relacionamentos ou de troca de experiência . Ao menos funcionava assim. Agora dá pra se construir uma trajetória virtual sem mesmo ter aparecido nos lugares certos, nas horas certas. Dizer que foi, ler um pouco sobre o que aconteceu, mexer naquela foto que tirou com o famoso para não reconhecerem o lugar e... voilá! Já faz parte do seleto circuito dos trendsetter notívagos.
Claro que não é uma regra. Nem todo mundo que está na noite quer ser notado ou mesmo se preocupa com isso. Muitos querem apenas se divertir com os amigos, aliviar a tensão que o ritmo pesado da cidade imprime, extravasar. Eis que surge aquela atriz da novela e a câmera do celular coça pra ser sacada... Natural, não? Curiosidade alimenta a vida. O problema começa quando, em certos contextos, se faz questão de lembrar quão importante é para o indivíduo não ser comum, que ser especial é comprar um pedacinho do céu das estrelas. Que o importante é o que você pode e não o que você faz. Aí, a fotinho da personalidade não diz nada.
Encontrando velhos amigos na noite de São Paulo e dividindo essas divagações, alimento esperanças nas pessoas, mesmo vendo toda uma nova geração que se preocupa mais com uma identidade própria que, no fundo, é igual a milhares de outras que estão logo ali, no perfil dos amigos virtuais. Busca tanto ser diferente que se torna mais um no exército da mesmice.
A partir de agora, passo a republicar textos que publiquei em alguns sites. Abaixo segue o da minha coluna no Guia da Semana
Dublê de DJ
Rostos famosos usam a tecnologia como muleta e passam a discotecar mundo afora. Eneas Neto, DJ da noite paulistana, disserta sobre a legitimidade da função
Por Eneas Neto
Nas últimas semanas, muito se falou sobre o fato de Jesus Luz, o namorado da Madonna, ter "virado" DJ com uma técnica não muito ortodoxa. Em um festival no Nordeste do Brasil, ele teria, segundo um outro DJ, feito sua apresentação com CDs previamente mixados ou mesmo, de acordo com outras fontes, contado com ajuda de uma outra pessoa que, escondida atrás de uma mesa, realizava as passagens entre as músicas.
O fato é que milhares de pessoas que estavam lá queriam dançar.A maioria para conferir os dotes mais que perfeitos (não necessariamente técnicos) do rapaz. Segundo quem realizou e contratou Jesus Luz para o evento, tudo foi um sucesso e pouco importa a "técnica" utilizada, pois a galera aprovou dançando e gritando. Já DJs profissionais chiaram com diversos manifestos, abominando o que consideram um mero culto à celebridade.
Do ponto de vista de entretenimento, já cansamos de ver playbacks mais divertidos do que shows de artistas de "talento" que não conseguem parar em pé. Se a ideia é divertir, o público-alvo é quem manda. Muita gente nem sabe se um DJ mixa bem ou não, até se realmente tem voz ou se é fruto de produtores de estúdio. Ficar perto do famoso é o que importa hoje em dia?
Existe, sim, uma tendência a desejar o fácil e o acessível. Aliás, sempre houve. Dos artistas fabricados por gravadoras em décadas passadas a atores que se aventuravam em áreas que necessariamente não eram as deles, sempre houve tentativa de se criarem fórmulas infalíveis de sucesso. Não é de hoje que DJ não precisa ter técnica para comandar uma noite. A popularização da tecnologia permitiu, há pouco tempo, as festas de iPods, nas quais algumas pessoas simplesmente levavam lista pré-gravadas para tocar na pista de dança. Os formadores de opinião achavam o máximo. Qual a diferença em convidar alguém para "atacar de DJ", mesmo não sabendo nada além de selecionar músicas de que gosta e apertar o botão "play" ao lado de um técnico?
Não defendo o falso, o antiético ou a falta de profissionalismo. Só acho que exageram em cremar pessoas por se aventurarem na noite com o objetivo de entreter um grupo que já sabe o que vai encontrar, diferentemente de pagar ingresso para ver "aquele francês" inacessível e com técnica primorosa. Sou a favor da liberdade de escolha e pela pluraridade. Há mercado pra todo mundo.
Dublê de DJ
Rostos famosos usam a tecnologia como muleta e passam a discotecar mundo afora. Eneas Neto, DJ da noite paulistana, disserta sobre a legitimidade da função
Por Eneas Neto
Nas últimas semanas, muito se falou sobre o fato de Jesus Luz, o namorado da Madonna, ter "virado" DJ com uma técnica não muito ortodoxa. Em um festival no Nordeste do Brasil, ele teria, segundo um outro DJ, feito sua apresentação com CDs previamente mixados ou mesmo, de acordo com outras fontes, contado com ajuda de uma outra pessoa que, escondida atrás de uma mesa, realizava as passagens entre as músicas.
O fato é que milhares de pessoas que estavam lá queriam dançar.A maioria para conferir os dotes mais que perfeitos (não necessariamente técnicos) do rapaz. Segundo quem realizou e contratou Jesus Luz para o evento, tudo foi um sucesso e pouco importa a "técnica" utilizada, pois a galera aprovou dançando e gritando. Já DJs profissionais chiaram com diversos manifestos, abominando o que consideram um mero culto à celebridade.
Do ponto de vista de entretenimento, já cansamos de ver playbacks mais divertidos do que shows de artistas de "talento" que não conseguem parar em pé. Se a ideia é divertir, o público-alvo é quem manda. Muita gente nem sabe se um DJ mixa bem ou não, até se realmente tem voz ou se é fruto de produtores de estúdio. Ficar perto do famoso é o que importa hoje em dia?
Existe, sim, uma tendência a desejar o fácil e o acessível. Aliás, sempre houve. Dos artistas fabricados por gravadoras em décadas passadas a atores que se aventuravam em áreas que necessariamente não eram as deles, sempre houve tentativa de se criarem fórmulas infalíveis de sucesso. Não é de hoje que DJ não precisa ter técnica para comandar uma noite. A popularização da tecnologia permitiu, há pouco tempo, as festas de iPods, nas quais algumas pessoas simplesmente levavam lista pré-gravadas para tocar na pista de dança. Os formadores de opinião achavam o máximo. Qual a diferença em convidar alguém para "atacar de DJ", mesmo não sabendo nada além de selecionar músicas de que gosta e apertar o botão "play" ao lado de um técnico?
Não defendo o falso, o antiético ou a falta de profissionalismo. Só acho que exageram em cremar pessoas por se aventurarem na noite com o objetivo de entreter um grupo que já sabe o que vai encontrar, diferentemente de pagar ingresso para ver "aquele francês" inacessível e com técnica primorosa. Sou a favor da liberdade de escolha e pela pluraridade. Há mercado pra todo mundo.
Thursday, May 07, 2009
Tuesday, August 19, 2008
FiberOnLive no Vegas
Não, o blog não morreu, só está hibernando enquanto outras ferramentas de sociabilização on-line ganham mais atenção da minha parte.
Bom, quarta próxima, 20/8, tem festinha. Taí o flyer.
Monday, June 09, 2008
Boas músicas nunca se vão
Lembro que ouvia essa música no Madame Satã e tentava descobrir quem era o tal New Order atmosférico que o Marquinho MS tocava toda semana.
Lembro que ouvia essa música no Madame Satã e tentava descobrir quem era o tal New Order atmosférico que o Marquinho MS tocava toda semana.
Como encarar a morte
Uma pessoa acaba de deixar esse mundo. A morte dela me pôs a pensar o quanto somos descartáveis e que estamos neste mundo para experimentar sensações diversas durante um período não estabelecido.
Encontrei a Clausa no sábado. No domingo à tarde recebo a notícia que ela havia falecido. Assim. Numa questão de horas ela sumiu fisicamente da minha vida, das minhas noites de sábado, de seu convívio familiar, do seu corpo. A vela se apagou. Virou-se a página. O livro que estava sendo escrito, encerra um capítulo, eterniza um personagem e me faz refletir.
Não acredito em destino, bem como não acredito em cartas marcadas. Acredito que posso não estar aqui amanhã, mesmo desconhecendo as razões disso. Sei que meus pais me deixarão ou mesmo que eu os deixarei, mas essa falta de controle não me faz bem.
Razões para viver tenho aos montes, pensamento mórbidos ou suicidas passam longe. Viver é experimentar e isso me motiva muito a continuar. O que é estranho é saber que esse processo pode ser interrompido a qualquer momento.
Entendo a morte perfeitamente, apesar de não conseguir vencer a barreira de prestar homenagem em velórios e enterros. Sempre passo mal, sempre dou escândalo, transformo o ambiente triste em caos. Evito.
Não lido bem com o fato de não ter mais a pessoa ali, naquele lugar onde a conheci. Não lido bem com perdas. Não lido bem com mudanças.
Meu sentimento é um misto de tristeza profunda e racionalidade exacerbada. Lágrimas internas, entranhas que sangram, dor descomunal. Passa rápido, se instala profundamente.
Queria ser o que aparento, o cara durão que age com frieza e razão, afinal a morte está aqui, ali, a qualquer hora, a qualquer momento.
No momento, aqui, não é isso que sinto. Quero aprender a lidar. Parto pra não chorar. Mais.
Uma pessoa acaba de deixar esse mundo. A morte dela me pôs a pensar o quanto somos descartáveis e que estamos neste mundo para experimentar sensações diversas durante um período não estabelecido.
Encontrei a Clausa no sábado. No domingo à tarde recebo a notícia que ela havia falecido. Assim. Numa questão de horas ela sumiu fisicamente da minha vida, das minhas noites de sábado, de seu convívio familiar, do seu corpo. A vela se apagou. Virou-se a página. O livro que estava sendo escrito, encerra um capítulo, eterniza um personagem e me faz refletir.
Não acredito em destino, bem como não acredito em cartas marcadas. Acredito que posso não estar aqui amanhã, mesmo desconhecendo as razões disso. Sei que meus pais me deixarão ou mesmo que eu os deixarei, mas essa falta de controle não me faz bem.
Razões para viver tenho aos montes, pensamento mórbidos ou suicidas passam longe. Viver é experimentar e isso me motiva muito a continuar. O que é estranho é saber que esse processo pode ser interrompido a qualquer momento.
Entendo a morte perfeitamente, apesar de não conseguir vencer a barreira de prestar homenagem em velórios e enterros. Sempre passo mal, sempre dou escândalo, transformo o ambiente triste em caos. Evito.
Não lido bem com o fato de não ter mais a pessoa ali, naquele lugar onde a conheci. Não lido bem com perdas. Não lido bem com mudanças.
Meu sentimento é um misto de tristeza profunda e racionalidade exacerbada. Lágrimas internas, entranhas que sangram, dor descomunal. Passa rápido, se instala profundamente.
Queria ser o que aparento, o cara durão que age com frieza e razão, afinal a morte está aqui, ali, a qualquer hora, a qualquer momento.
No momento, aqui, não é isso que sinto. Quero aprender a lidar. Parto pra não chorar. Mais.
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