Tuesday, October 23, 2007

Quando inviabilizar se tornar a palavra de ordem

Já fiz um post sobre o ECAD e como tenho respeito pelo órgão, mas fico totalmente sem entender quais as regras que ele utiliza para recolher os direitos autorais. Enfim, a novela continua.

Agora o assunto é rádio on-line e podcasting. Será que um site de fã, que divulga um gênero ou um artista, que não recebe um tostão pelo árduo trabalho ainda tem que pagar pra executar músicas de terceiros? Não estou falando de download, hein? Streaming! Não se leva nada pra casa, exceto o som.

A controvérsia está lançada. Se esse site tem propaganda de afiliação a algum serviço comercial como Submarino, Americanas, daquele que raramente alguém clica e recebe-se uma merreca, quando recebe, tem que pagar direitos autorais que podem chegar a R$ 500 por música!

Mantenho um site há 10 anos, o FiberOnline, o qual hospeda produções independentes de artistas. Somos apenas uma ferramenta on-line, ou seja, os artistas são os responsáveis por colocar suas músicas no site. Se não querem mais, apagam. Tudo bem claro.

Temos um serviço para ajudar a promover os produtores, a Rádio Fiber, aí o ECAD entende que devemos pagar. Mas, pagar pra quem? Para os produtores que disponibilizaram suas músicas gratuitamente, atestando por e-mail que podemos usar as músicas na rádio? Aí que mora a questão: O ECAD exige uma declaração por escrito, com firma reconhecida pelo autor para dispensar o pagamento.

Não estou falando de vínculo com gravadora, apenas de produtores que lutam por um espaço na selva virtual!

Depois reclamam que o mercado de música anda ruim por aqui... Também, né!

Friday, October 19, 2007

CD que toca em picapes?



Sim, sim, loucura de alemão, claro.
Veja mais aqui.
Dark Electro, Cyber Tech, Industrial, EBM?

Eu fico tão perdido com tanta definição que arrumam para o som industrial de hoje em dia que deixo isso pra quem gosta de rotular.



Dando um toque que o C-Lekktor, uma banda mexicana na linha dos conterrâneos Hocico e Amduscia, fará um show amanhã em São Paulo. estarei por lá tocando clássicos e sorteando DVDs The Neon Judgement - Live At Machina Festival.

No estande da Soul Shadow, além do DVD você encontrará ingressos do Machina Festival II, que acontecerá no dia 30/11 apresentando show exclusivo do Cassandra Complex.

E claro que rola promoção: comprou o DVD + ingresso, paga menos.

Bom, vejo você por lá. O serviço completo está aí embaixo.

Sábado, 20/10, às 23h

ELEKTRO HALLOWEEN:

Show exclusivo:
C-LEKKTOR (EBM mexicano) pela primeira vez no Brasil

Abertura :
NOXIOUS FRACTION & S.T.D. (BRASIL)

DJs:
#ENEAS NETO(FIBERONLINE)
#IVAN (SOULSHADOW)
#LUIZINHO(EBM)
#MARCOS GARCIA (ARMAGEDDON/PROJ.S.O.D )
#PHERRO (69 FETISH FOR FUN/HYSTERIA)
#ROGERIO BOGARI(HYSTERIA/ZOSTER)
#VAGNÃO (TELEVISION/ZOSTER)

Lançamento do DVD The Neon Judgement Live At Machina Festival com sorteio.

Ingressos:
ANTECIPADO R$ 20,00
NA PORTA R$ 30,00
ESTUDANTE R$ 15,00 (até 19/10)

Hole Club
Rua Augusta 2203 - Jardins / SP
Direitos autorais vs ECAD

Nunca achei fácil lidar com o ECAD. O principio da entidade é até justo: controlar e distribuir receita de uso de direitos autorais de seus associados. Acho justo mesmo. Vários artistas não ganham nada com seus sucessos regravados por diversos artistas famosos, ainda mais na atual onda de queda das vendas de CD. O artista ainda tem o show, mas e o compositor?

Mais do que válido. Tem que ser lógico. E não é. Tratar qualquer evento como se fosse o show da Ivete Sangalo, não dá. Música é tão plural quanto a roupa que as pessoas vestem. Cada uma é feita sobre medida ou cai perfeitament para apenas um grupo de indivíduos. Alguns têm que customizar, outros preferem comprar as mais baratas, feitas em grande escala, porque o que interessa é se vestir.

Agora tenta explicar pro ECAD que você faz um evento alternativo que nenhum dos artistas pertecem a orgãos de arrecadação de direitos autorais porque a maioria nem se preocupa com isso. Querem encontrar um espaço pra mostrar seu trabalho de uma forma livre e sem burocracia. Uma geração que já se acostumou com a internet e não tem vícios como aquela turma que vive nas tetas dos centro culturais pra "descolar uns trocados". Esse pessoal não consegue espaço pra se apresentar. Vive de soluções improvisadas e de ausência de qualidade técnica que às vezes comprometem a execução de suas músicas. Mas mesmo assim, tenta uma brecha, um espaço para mostrar seu trabalho pra pessoas que poder não ter acesso à rede. Democracia explícita.

Mas isso é muito ideológico para o ECAD entender. A coisa funciona à base de doses de burocracia e velhos vícios como os já citados. É um trabalho injusto? Não, de jeito nenhum. A forma como é aplicado, como a maioria das tributações aqui no Brasil, isso sim é injusto.

Temos que aprender que não dá pra viver de imposições. Pagar sim, mas de uma forma justa e que o beneficiado, o criador da obra, realmente usufrua dos serviços do orgão que supostamente foi contratado para tal.

Faça sua parte, como sempre. Em tudo. Esperamos que o ECAD também o faça. De uma maneira justa.

Thursday, October 18, 2007

Haja dinheiro (e tempo)



Preparado pro fim do ano? Sim, outubro está indo embora e com ele se inicia a fase de gastar dinheiro com shows e festas. Pelas minhas contas, precisaria de uns R$ 3 mil pra ir em todos os lugares que quero, incluindo algumas bebidinhas, claro. Mas nunca vi tanto gringo junto em tão pouco tempo! De Devo a Alexander Robotinik, passando por Boys Noize, Hot Chip, Cassandra e Chaka Khan. OK, essa última faz parte dos meus escorregões...

Ah! Tem o She Wants Revenge também. Putz. E agora? O negócio é correr atrás de credencial pra alguns, separar trocados pra outros e tentar encontrar tempo pra trabalhar nos próximos meses.

Para saber as datas de todo mundo, dê uma checada no Google.

Wednesday, October 17, 2007

Machina Festival II, o flyer

Clique nas imagens para ampliá-las




Tuesday, October 16, 2007

Gostei e recomendo


Nova música do novo álbum de Dave Gahan, "Kingdom". Bom, acho que vocês sabem quem é ele.

http://www.myspace.com/davegahanofficial
Ainda no revival, Zensor




Parece que tirei as últimas semanas para fazer uma retrospectiva, então queria deixar aqui um link bacana que recebi de um podcast que foi feito em homenagem ao meu extinto programa de rádio, o Zensor, que rolou de 90 a 94 na 97 FM, a rádio que era rock quando eu tocava eletrônico por lá. Agora é a Energia FM.

Confira aqui: http://www.underground.vocepod.com/

Thursday, October 11, 2007

Enfim, o DVD




Conheço a entidade The Neon Judgement há mais ou menos duas décadas. Não sei ao certo como descobri o trabalho da dupla, mas creio que foi em algum programa de rádio dos anos 80, com os do Kid Vinil, acho. Ou pode ser que foi em alguma loja de discos que freqüentava religiosamente. Enfim, lembro que "TV Treated" foi um marco pra mim. Aquele synth gélido anunciando um ritmo mecânico e econômico e de repente uma guitarra. Synthpop com guitarras, mas era mais pesado. Ainda não chamavam de EBM, aquele termo que surgiu com o Front 242 mas que depois batizou toda uma safra de bandas.

Toquei pela primeira vez na pista do Madame Satã, depois de "A Forest" do The Cure e antes de "The Choke" do Skinny Puppy. Lembro que a reação foi maravilhosa. Naquela época, o povo não gostava de ser chamado de "dark" mas era essa turma de preto e olhos pintados que dançava no porão. Não havia separação entre industrial, gótico, synthpop, indie rock, pop perfeito, etc. Tudo era devorado sem os atuais gêneros e segmentações.

Continuei a curtir a banda e comecei a colecionar seus discos. Descobri que tinha material antes dessa música e que a banda estava na ativa preparando um novo álbum. Além de DJ, eu muambava LPs e 12", viajando para a Europa como caxeiro viajante. Numa dessas viagens, fiz contato com uma gravadora e distribuidora belga, a PIAS, que depois descobri que era uma alusão à "Casablanca" (Play It Again, Sam). Além de um catálogo poderoso, a gravadora tinha acabado de assinar contrato com uma banda chamada Neon Judgement! Haja coincidência...

Os anos passam, os anos voam. 2005. Depois de um bom tempo longe da produção de música alternativa, resolvi começar um trabalho focado na valorização dos bons sons. Nasceram o box do Harry e a Fiber Records. Para lançar o selo e comemorar o primeiro lançamento, resolvi organizar um festival que uni-se várias gerações da música eletrônica, com discotecagem e shows. Surgiu o Machina Festival. Queria uma banda internacional que representasse essa ponte entre o "antigo" e o "novo", que nunca tivesse se apresentado no Brasil, com uma sonoridade original e que estivesse ainda na ativa.

Eu tinha recebido uma mensagem via Fiberonline que informava o lançamento de um projeto solo de um dos integrantes do Neon Judgement, Dirk da Davo, que recebeu o nome de Neon Electronics, pois enfatiza o lado mais eletrônico da banda. No Neon Judgement, enquanto Dirk comandava a parte eletrônica, TB Frank era a porção rock. Tinha achado a banda! Dirk apostava numa sonoridade nova se cercando de gente como The Hacker, Vitalic e Terence Fixxmer e o legado do Neon Judgement era inegável! A banda tinha muitos hits por aqui como a já citada "TV Treated", além de "The Fashion Party", "Chinese Black" e "Factory Walk".

Convite feito e aceito. A banda fez um show memorável e tudo foi registrado. Gastei os tubos pra ter o primeiro momento de uma das minhas bandas favoritas em DVD. Gastei tanto que o projeto de lançamento teve que ser adiado. Precisei de grana pra editar e remasterizar o som, fora isso tinha torrado um bom dinheiro no projeto do box do Harry e ainda não tinha obtido retorno. Não é nada fácil manter um hobby caro, mas vício é vício.

No segundo semestre de 2006 comecei os trabalhos. Inicialmente era pra ser um registro geral do Machina Festival, mas nem tudo pode ser aproveitado. O som não ficou legal em algumas capturas e em outras o vídeo deixou a desejar, mas o show do Neon estava perfeito. Mesmo assim, o som realmente precisava ser remasterizado. Master enviada pra Bélgica, mais alguns meses e passei pra edição das imagens. Foram feitas pelo menos cinco versões diferentes.

2007. Finalmente o DVD chega às lojas. E também no E-mule. Não tentei barrar a troca desenfreada pois ainda acredito que existem pessoas que pararão pra ler esse texto, entenderão que manter um trabalho como esse não é nada fácil e para aprová-lo basta fazer a roda girar. Pode parecer mercantilista demais, mas sem a venda, não existe investimentos futuros.

O Machina Festival II está aí e um novo capítulo começa a ser escrito. Desta vez com o Cassandra Complex. vamos ver para onde essa história vai.

Quer saber mais e comprar o DVD do Neon Judgement? Veja o hotsite.

Tuesday, October 09, 2007



Informações sobre o Machina Festival II


Enquanto a comunicação final não fica pronta posto aqui todas as informações sobre a segunda edição do festival Machina Festival, que dessa vez traz um line up todo voltado para as ramificações da música industrial.


Machina Festival II traz o show da banda européia Cassandra Complex pela primeira vez ao Brasil

São Paulo
30 de novembro de 2007
Blue Space

Depois do sucesso alcançado em sua primeira edição, que em 2005 levou para o palco principal da lendária Broadway a dupla belga The Neon Judgement e a cultuada banda santista de rock eletrônico Harry, o Machina Festival está de volta e traz um line up dedicado à música industrial e suas vertentes, como electronic body music, power noise e industrial techno, entre outras.

O Machina Festival II acontecerá no dia 30 de novembro na casa noturna Blue Space, em São Paulo, e traz pela primeira vez ao Brasil o show da banda inglesa Cassandra Complex, uma das mais influentes do cenário eletrônico alternativo mundial desde o início dos anos 80.

Distribuida em duas pistas distintas, a programação especial reúne shows e live PAs, discotecagens especiais e projeção de vídeos raros que mostram a evolução da música industrial nas últimas três décadas, destacando as bandas e projetos referenciais da música industrial do Brasil. Entre eles estão o pioneiro Simbolo, precursor da electronic body music no Brasil, Bad Cock vs Aire´n´Terre, que marca o encontro dos projetos eletrônicos de HansenHarryEBM (vocalista e líder do Harry) e do artista multimídia e produtor musical Wandeclayt (Aire´n´Terre) e o Skulk: [Partition Root], uma das grandes promessas brasileiras do rock industrial, entre outras atrações.


Line up do Machina Festival II

Pista 1 – Shows com discotecagens intercaladas

Gengivas Negras
Machine Revenge vs Vector Commander
Dead Jump
Simbolo
Cassandra Complex
Bad Cock vs Aire´n´Terre
Mobius Project
Skulk: Partirion Root
Homicide Division

DJs – Eneas Neto, Tonyy e Peque

Pista 2 – Somente DJs

Nilsão (Ressurection)
Ivan (Soulshadow)
Marcio Vaez (Substance)
Rodrigo Cyber (Resistance Bear/Ressurection)
Ed Hunter – (Noise Democracy – RJ)
Sintetik (Cybernetic Faces/Danse Macabre Records)
Luizinho EBM
Pherro(69 Fetish for Fun, Electro Fetish Party)
Rogério (Projeto Hysteria)
Wagnão (ex-Zoster)


Cassandra Complex
Formado em 1980 na Inglaterra, o Cassandra Complex tem como figura central o visionário cantor e produtor Rodney Orpheus, autor de hits como “(In Search of) Penny Century” e “One Millionth Happy Customer”, faixas que fizeram parte essencial da história da música eletrônica alternativa dos anos 80, com raízes na música industrial e na electronic body music. Há mais de duas décadas o Cassandra Complex tem sido uma importante referência no cenário electro-gótico-industrial, o que levou a banda a ter algumas de suas faixas remixadas por artistas como Front 242, Borghesia e Apotygma Berzerk.
http://cassandracomplex.co.uk/
http://www.myspace.com/cx2k


Simbolo
Aqui no Brasil, a música eletrônica brasileira tem na figura dos músicos e produtores Martin Neto e Joel Jr. uma de suas expressões mais radicais. Na segunda metade dos anos 80, a produção do Simbolo foi marcada pela união do peso das batidas influenciadas pela música industrial com as experiências com vocoders, sequencers e samplers, registradas nos álbuns Le Sacre du Printemps (1992), In the Danger Zone (1995) e Music From the Masses (1996), todos lançados pela Cri du Chat, o primeiro selo independente dedicado exclusivamente à música eletrônica no Brasil.
www.myspace.com/osimbolo
www.fiberonline.com.br/MARTIN



Bad Cock vs Aire’n’Terre
Este live marca o encontro de HansenHarryEBM (vocalista e líder do Harry) e do produtor musical e artista multimídia Wandeclayt (Aire’n’Terre). Formatado especialmente para o Machina Festival, o Bad Cock vs Aire’n’Terre apresentará intervenções sonoras em que um artista interage na produção do outro, num mix de referências e afinidades musicais eletrônicas que vão do technopop às manifestações mais dançantes da música industrial.
www.fiberonline.com.br/hansenharryebm


Skulk: [Partition Root]
Com um elogiado álbum de estréia lançado de maneira independente no ano passado, o Skulk já se firmou como uma das novas promessas do rock industrial do Brasil. Entre faixas de “Plugged” e algumas inéditas, o trio mostra ao vivo algumas de suas “subversões” enfurecidas para clássicos como “Burning Inside” (Ministry) e “She Bop” (Cindy Lauper).
www.fiberonline.com.br/skulk


Deadjump
Deadjump é um dos artistas da geração electro/industrial surgida no Brasil no meio da década de 90. No ano passado lançou “Immortal”, seu quarto álbum, que rendeu ótimas resenhas e comentários em sites e revistas especializadas em música eletrônica alternativa de diversos países como Polônia, Bélgica, México, Alemanha e República Tcheca. Fãs de bandas como Skinny Puppy, Leaether Strip, Hocico, Wumpscut, X Marks The Pedwalk, Suicide Commando são alguns dos admiradores dos “Deadjump sounds”.
www.fiberonline.com.br/deadjump

Mobius Project
Um dos principais expoentes do synth e do future pop nacional, a banda liderada pelo DJ e produtor carioca Guga foi um dos destaques do Electro Fetish Party, realizado em SP no mês de junho, e fez uma abertura memorável para a dupla italiana Syrian. Ao vivo, o Mobius apresentará suas composições próprias como “Hell” e “Ghost in the Shell”, além de algumas versões para antigos e novos clássicos da música alternativa.
www.fiberonline.com.br/mobius_project

Gengivas Negras
Formado por Carlos Morevi e Theo, dos projetos Fetalcohol e Mechanotremata, respectivamente, o Gengivas Negras completa este 10 anos de experiências sonoras com base na música concreta e industrial. Juntos, reprocessam sons com o uso de pedais de distorção, softwares e samplers, além de utilizarem baterias eletrônicas, geradores de ruído e outras fontes de barulho para formar um espectro particular no universo da sonoridade industrial e da espontaneidade da música noise.
www.fiberonline.com.br/gengivasnegras

Homicide Division
Com um álbum lançado nos Estados Unidos e Europa, a dupla Alexandre Lira (Reality) e Paulo Lanfranchi (Security Device) utiliza plataformas digitais para criar verdadeiros petardos electroindustriais que abordam de maneira pungente temas como guerra, violência, ameaças químicas e drogas. Ao vivo, a identidade visual da banda remete remete ao para-militarismo com seus equipamentos de combate, máscaras de gás, óculos de proteção e uniformes camuflados.
www.fiberonline.com.br/homicide


Machine Revenge vs Vector Commander
Em formato inédito para o festival, o DJ e produtor Alex Strunz apresentará no mesmo live PA seus dois projetos eletrônicos. Com o Vector Commander, Alex explora os recursos de seu hardware para produzir um techno de bases pesadas com timbres metálicos. Já em seu novo projeto, o Machine Revenge, ele propõe uma fusão bombástica entre vertentes da música industrial - como a electronic body music, o noise e o crossover - que ao vivo torna-se ainda mais energético com os vocais processados do MC de EBM Erick Thurm.
www.fiberonline.com.br/machinerevenge
www.fiberonline.com.br/vectorcommander


Sobre o Machina Festival

Em novembro de 2005 foi realizada a primeira edição do Machina Festival, na casa noturna Broadway, em São Paulo. O evento, que atraiu aproximadamente 1300 pessoas entre fãs da música eletrônica alternativa do passado e do presente, fez uma ponte entre várias épocas deste gênero musical e conectou estilos como o rock eletrônico, o industrial, o techno e o electro, com um line up encabeçado por duas lendárias bandas: o Harry, que foi um dos destaques do festival Ampli Vol.2 – realizado no Sesc Pompéia em junho de 2006 – e o duo belga The Neon Judgement, pela primeira vez no Brasil.

Além destas duas atrações referenciais no processo de evolução da música alternativa, no Brasil e no mundo, o Machina Festival levou ao palco os novos talentos da música eletrônica brasileira. Por lá passaram as bandas Montage e Voz del Fuego, do Ceará e Rio de Janeiro, respectivamente, a dupla Human Machine, formada por Martin Neto (Símbolo) e pelo internacionalmente premiado VJ e produtor musical Spetto, o projeto Oil Filter (um dos precursores do techno no Brasil) e o quarteto paulistano de electrorock Kronk, além de discotecagem de DJs que contribuiram ativamente no crescimento do cenário eletrônico do país como Eneas Neto (Zensor, Cri du Chat, FiberOnline), José Roberto Mahr (Programa Novas Tendências) e Renato Lopes (Smartbiz, Nation, Madame Satã), entre outros.

Sobre o FiberOnline

O portal Fiberonline acaba de completar dez anos de atividades dedicadas à expansão e desenvolvimento da música eletrônica no Brasil. Idealizado pelo jornalista multimídia Enéas Neto, o FiberOnline hospeda e destaca a produção nacional em seus diversos estilos e oferece ampla cobertura da cena eletrônica com notícias, artigos e entrevistas com artistas nacionais e internacionais, além de milhares de faixas para download gratuito. www.fiberonline.com.br .

Eneas, entre outros empreendimentos, foi o responsável pelo selo independente Cri du Chat Disques, apresentador do programa Zensor, pioneiro em música eletrônica, criado em 1994 na rádio paulista 97 FM, e está à frente do portal de música eletrônica FiberOnline e da produtora multimídia Fiber Interactive.

Sobre a Fiber Records

A Fiber Records prioriza trabalhos nunca antes lançados em CD. Ainda que não seja um selo de música eletrônica exclusivamente, está voltada para projetos diferenciados, que resgatam artistas fundamentais para a cena eletrônica atual.

Sua estréia foi em novembro de 2005 com o lançamento de “Taxidermy – Boxing Harry”, que resgatou de forma primorosa o legado deixado pela lendária banda santista de rock eletrônico Harry. Trata-se de autêntica edição de colecionador, contendo num box especial, pela primeira vez, três CDs que cobrem toda a discografia da banda. Os álbuns “Fairy Tales” e “Vessels’ Town”, além do primeiro e raro EP “Caos”, ganharam remasterização digital e edição com as capas originais.

Recentemente, a Fiber Records lançou O DVD “The Neon Judgement – Live at Machina Festival”, um registro digital do antológico show que a cultuada banda belga fez no palco da Broadway, em novembro de 2005, no evento que comemorou os primeiros oito anos de atividade do portal de música eletrônica FiberOnline.

Sobre a Blue Space

Localizada na Barra Funda, próxima ao Metrô Marechal Deodoro, a casa noturna Blue Space tem capacidade para abrigar 1500 pessoas e comporta duas pistas (sendo a principal com um amplo palco), quatro bares, camarotes e um aconchegante lounge.


Serviço:

Machina Festival II
Quando: 30 de novembro – sexta-feira – a partir das 22h
Onde: Blue Space - Rua R: Brigadeiro Galvão, 723- Próximo ao Metrô Marechal Deodoro
Info: (11)3262-4881 - contato@machinafestival.com.br
www.machinafestival.com.br
Capacidade: 1500 pessoas
2 Pistas de Som, 2 Palcos, Ar-Condicionado, 2 Bares, Chapelaria, Preços Acessíveis, Segurança, Higiene, Conforto, Camarim, Ótima Localização

Ingressos:

R$ 60,00 - na porta (em caso de disponibilidade)
R$ 50,00 - 2º lote – de 1/11 a 29/11
R$ 40,00 - 1º lote – de 15/10 a 31/10
R$ 30,00 – cota limitada para estudante*


Pontos de venda:
(a partir de 15/10)

Soul Shadow
R. 24 de Maio 116, sobreloja 10
Tel.: 3338-1566, Centro, São Paulo


Escritório FiberOnline
Alameda Ribeirão Preto, 258
Tel.: 3262-4881. Bela Vista, São Paulo
* Ingressos para estudantes somente neste ponto de venda

Mais pontos de venda em breve

Vendas On-line

Fiber Shop
www.fibershop.com.br

Passos Noturnos
www.passosnoturnos.com


Promoção:
Compre ingresso na Fibeshop, no escritório da Fiber ou nos estandes em festas (a serem anunciadas) e ganhe um vale-desconto de R$ 10 para se usado na compra do DVD The Neon Judgement – Live at the Machina Festival

Wednesday, October 03, 2007

Baixar ou comprar? Até quando esse dilema?

A história começou com um post que fiz na comunidade do meu extinto programa de rádio, o Zensor:

"O DVD do Neon Judgement ao vivo no Machina Festival de 2005, já está disponível. Veja o hotsite com três músicas em streaming - http://www.fiberrecords.com.br/neonjudgement/ Compre direto em www.fibershop.com.br"

Sim, estava divulgando o lançamento do DVD. Apesar de saber que o mercado anda retraído, acho que projetos bacanas merecem um tratamento diferenciado. Coexistência de mídias.

"Valeu. comprando para prestigiar novas excursões de outras bandas.. baixar é bom mas se formos pensar somente em ganhar terminaremos aonde???

Prestigiemos quem de direito merece.
Pablo"

Caramba, até esperava que outras pessoas pensassem assim, mas não que pudesse vir acompanhado de uma declaração espontânea. Isso me fez ficar animado novamente. Afinal, por aqui a gratuidade ficou tão escancarada que muitos não perceberam que é um tiro no pé.

"Valeu, Pablo. Se houvesse um balanço bacana entre comprar e baixar, os mercados não estariam tão ruins. Não dá pra ser hipócrita e não baixar nada gratuitamente também, porque a oferta hoje em dia supera a demanda em milhões de vezes, mas projetos independentes e diferenciados só permanecerão vivos se tiver algum retorno financeiro, no mínimo para cobrir as despesas."

Agora é esperar que o pessoal que gosta e incentiva manifestações independentes tenha a mesma reação. Afinal, é um círculo que precisa permanecer vivo. Hoje ainda compramos um produto físico. Não sei se daqui uma ou dois anos ainda faremos isso mas, com certeza, quem mexe com música alternativa, como eu faço, encontrará outra formas de continuar a espalhar o evangelho pelo séquito.

Wednesday, September 26, 2007

Warm...



Estou tão vidrado em The Normal novamente que, procurando por registros em vídeo deste proto-electro-punk inglês, encontrei essa versão com uma turminha da "pesada".

Thursday, September 20, 2007

Tristeza

Viagem é feita para descobrirmos coisas novas, hábitos dos moradores, lesar muito, descansar, encher a cara em algumas noites mas não combina com tristeza. Aliás, é um sentimento proibido quando se está bem acompanhado, num lugar bacana e se divertindo muito.

Foram apenas dez minutos. Tempo de entrar, sentir uma atmosfera densa porém totalmente asséptica pela falta da presença de humanos. Espalhados pelos arredores daquela enorme sala, milhares de corpos metálicos esperando por um mínimo de atenção. Um rapaz entra e rapidamente percebe que cometeu um engano. Não era o que procurava. Novamente a sala fica vazia. Apenas uma pessoa responsável por manter tudo em ordem permanece. Posso dizer até que estava de mãos atadas, pois nada pode fazer.

É assim foi minha sensação ao entrar no que já foi uma das melhores lojas de CDs de Barcelona. Há menos de quatro anos, gastava ao menos três horas em cada uma das lojas que costumava visitar nas viagens pela Europa. Sempre encontrava muitos discos e DVDs. Hoje foi uma experiência péssima. Nada me motivava a gastar vinte euros naquela compilação bizarra de hits espanhóis dos anos 80. "Acho na Internet", pensei. Saldo da viagem: dois DVDs e um box limitado com 10 CDs.

Senti pela primeira vez como o mercado está em mutação. Claro que acompanho tudo o que ocorre no seguimento, que as vendas de discos caem todos os anos, que as pessoas começaram a baixar e até pagar por isso mas ainda não tinha conseguído entender como isso afetaria esses pólos de troca de informação chamados simplesmente de lojas de discos. Aqueles encontros semanais para bater papo com amigos distantes, as indicações do vendedor, as novidades espalhadas nas prateleiras... Sim, deu saudade. Justo eu, uma pessoa totalmente a favor da tecnologia, que entende a troca constante de plataformas e tal.

Me senti fragilizado e muito triste. A música sempre vai existir, mas como vamos interagir com ela, isso ainda está sendo escrito. Engraçado, antigamente bastava dar o "play", não?

Tuesday, September 18, 2007

Trash 80's, a versão catalã

Em 2005, um frequentador da festa que se mudou para Barcelona propôs uma edição da Trash 80's em terras catalãs. De uma maneira improvisada, mas feita com muito carinho, a festa rolou num bar bacana e atraiu muita gente, Depois de um hiato de dois anos, voltou-se a cogitar a realização da festa. Desta vez o lugar seria maior e contaria com uma equipe de produção.

Quando fiquei sabendo que poderia realmente acontecer, não pensei duas vezes: queria participar. Havia dois anos que não tirava férias e, workaholic como sou, nada melhor do que uma viagem que fosse um híbrido de diversão e trabalho.

O maior temor pra mim era a possível reação do público. Apesar de contar com muitos brasileiros, imaginei que nem todos fossem entender a proposta de festa.

Cheguei em Barcelona e não vi nenhum cartaz ou flyer espalhados nos "points". Fiquei um tanto temeroso, mas mesmo assim confiei na turma local, pois sei que a Trash existe em boa parte pelo boca-à-boca.

Encontrei os trashers de Barcelona, Gus e seus amigos, e todos superanimados e numa grande expectativa. Duas horas de espera para o bar abrir, pra que pudéssemos montar setup de som e decor, surge a primeira boa surpresa, O lugar é lindo, dois ambientes bem definidos, sendo um com bar, pista, camarotes e palquinho (sim, aqui também tem um), enquanto o lounge (atendendo minhas preces) é área reservada para fumantes. Sim, aqui ninguém fuma na pista de dança. Bom, até certo momento....


Dividimos o som em três horários: Giacomo abrindo, Eu no meio da noite, Henri fechando. OK, tudo certo vamos começar a festa. Bem, não foi assim... O equipamento de som ficou muito a desejar. Antigos CDJs Denon que não lêem todo tipo de mídia já me assustou. O técnico de som, apesar de muito solicito, não sabia como funcionava o Serato Scratch Live (eu só levei esse equipamento e o note). Arregacei as mangas, montei, testei, tudo certo. Agora sim, vamos começar.

Giacomo abrindo, como planejado, optou por uma mescla 80's de pop e alternativo que nunca fizemos na Trash, afinal é uma festa que propõe o lado divertido dos anos 80 e não o sério. Mesmo assim, cumpriu bem sua parte.

Na hora que comecei a tocar, problemas técnicos surgiram. O Serato nåo rolava bem. A casa, a esta altura, já estava lotada e o som abria o bico. Algumas músicas depois, os CDs do Serato não conseguem mais ser lidos pelo Denon. Bate o pânico. Pedi pro Gus levar o case dele, em caso de emergência, o que realmente aconteceu, e o Denon mostra as garras novamente. Nem todas as mídias conseguem ser lidas e pra me apavorar mais, case é algo muito individual. No caso do Gus, muitos CDs não tinham os nomes escritos! Bom, consegui contornar e encerrar o set sem que ninguém percebesse o caos.

Henri entrou na sequencia com um progressive house. Apesar de constar no flyer que iria tocar isso, muita gente reclamou dizendo que era uma festa 80's. Depois de muito ouvir, volto ao som e ponho a pista pra ferver com hits clássicos da Trash, como Paquitas, Balão Mágico, Grafite, Magal e os internacionais, Madonna, Culture Club, etc.

Pra minha surpresa o sistema de som frontal é desligado, ficando apenas minha caixa de retorno servindo de som ambiente até o término da noite. O motivo: segundo o dono do Café Noir, as festas ali terminam por volta de 3h e já eram quase 4h! Bom, aquela história que a noite não tem hora pra terminar aqui em Barcelona não se confirmou.

Independente disso, a festa foi ótima, as pessoas gostaram (pelo menos os feedbacks têm sido positivos) e esperamos que nas próximas acertaremos as pequenas falhas dessa ediçã0.

O que mais me agradou foi que o espírito de festa de amigos esteve vivo durante toda a noite. Fato que comprova a diversão garantida mesmo cruzando o Atlântico.

Monday, September 17, 2007

Barcelona

É a terceira vez que venho à capital catalã. A primeira a ficar mais do que cinco dias. Das outras vezes, foi um misto de trabalho e lazer com tempo espremido, que não permitia explorar a cidade como normalmente gosto de fazer.

Não que o trabalho ficasse de fora nesta. Um dos motivos foi realizar uma edição da Trash 80's por aqui. Comento isso noutro tópico. Agora posso passar mais quase duas semanas na regiåo e conhecer o dia-a-dia catalão.

Já de cara quebro um dos mitos: que a diversão em Barcelona não tem hora pra acabar. Como nas outras vezes fiquei perto das Ramblas, sempre tinha um ou outro lugar pra comer mas mesmo assim fechava cedo. O que se confirma agora. Estou no bairro conhecido com Born, uma área de La Ciutat Vella que vem sendo redesenhada e promete ser um dos bairros mais legais pra se viver em Barcelona - pra quem gosta de buxixo. O problema pra os novos moradores tem sido a presença das colônias de imigrantes que se espalham pelos cortiços fincados em casa seculares que, agora, se sentem ameaçados com a possibilidade de expulsão do bairro. Típico conflito social até em São Paulo vivenciamos.

A vantagem de morar por aqui é a proximidade de tudo, o ritmo de vida, parques maravilhosos por perto. A desvantagem, um pouco de barulho e muita muvuca turística, apesar de não estar no Barri Gotic.

Agora vou sair, explorar La Ciutadella.

Tuesday, September 11, 2007

Mas eu te disse, eu te disse

Por que eu escolhi a TAP pra viajar? Não queria ficar mais que uma hora num vôo de conexão, seria a resposta. Eu sempre escolho Lufthansa e British Air. São lindas, confortáveis, cordiais, um pouco mais caras é verdade, mas estresse zero. Minhas experiências com Ibéria e Alitalia foram péssimas, mais de uma vez em cada. Já descartada. Todas as companhias fariam conexões de pelo menos quatro horas e eu bem sei que "caos aéreo" não é uma especialidade apenas brasileira. Na TAP, apesar dos pesares, sempre viajei tranqüilo. OK, foi uma vez só. Mas foi tudo bem!

O drama começa quando comento isso com dois amigos da "área". Um me avisa que minha opção "não poderia ser pior". O outro me diz que a TAP é OK mas o problema "é o extravio das bagagens".

Ainda tenho que enfrenta uma agente patza que esquece que tenho quase dois metros de altura e "não repara" que o assento reservado é entre as poltronas centrais.

Bom, em todo caso, desejem-me boa viagem. Sei que os fins sempre justificam os meios. No meu caso, bem no meio mesmo....

Monday, September 10, 2007

A mesma praça, o mesmo banco...

Levante o dedo quem nunca teve problema com a Telefónica. Não dá pra negar o salto que a comunicação deu depois da abertura do mercado. Lembro que na época da Telesp, aqui em São Paulo, a gente fica anos esperando por uma linha que nunca vinha. Tinha que ir pro mercado negro, em que os preços eram exorbitantes e as pessoas usavaam o telefone como investimento.

Hoje temos uma linha fixa em poucas horas. Quem bom, né? Eu não acho. Não existe concorrência direta em telefonia fixa e os espanhóis deitam e rolam. Cobram taxas que não existem, inventam serviços, dificultam qualquer tipo de cancelamento desses serviços ou mesmo da própria linha. Um verdadeiro deserviço.

Estamos falando do Brasil, claro. Opa, não fique tão certo disso. Como estou indo pra Barcelona, resolvi pesquisar um pouco sobre wi-fi, hotspots, telefonia, entre outros serviços de comunicação. Qual foi minha surpresa quando encontrei esse texto aqui, ó:

http://vidaembcn.blogspot.com/2007/03/telefonica-espaa.html


Parece que o buraco é bem mais embaixo... Graças aos deuses da tecnologia, cada vez menos dependo dessa companhia pra me comunicar. Espero ter a liberdade total, inclusive nas minhas empresas. A gente sempre odiou a falta de opções, mas parece que tem gente que prefere que as coisas continuem assim. Com certeza, a Dona Telefónica não fará parte da minha vida por muito mais tempo. Da Vivo eu já me livrei.

Monday, September 03, 2007

A mágoa da conexão discada, no já longínquo ano de 2002

Eneas diz:
Quinta-feira, Maio 09, 2002:
Até quando vou ter que aguentar esta vida sem conexão 24h?
cyber vaca // 21:49 comments
Eneas diz:
hahahahaha
Eneas diz:
mágoa da conexão discada
Leco diz:
uma pessoa com conexão discada jamais poderia se autodenominar cyber nada, vá!
Eneas diz:
era em casa
Eneas diz:
numa era pré speedy
Leco diz:
2002
Eneas diz:
só tinha conexão dedicada no escritório
Leco diz:
agora que eu vi
Leco diz:
eu mesmo fui ter speedy bem depois que a maioria das pessoas, em 2003
Leco diz:
aliás, eu me resolvia muito bem com conexão discada.. mas como a trash obriga as pessoas a se conectarem, providenciei uma conexão boa..

Como vivíamos sem conexão dedicada, hein?

Friday, August 31, 2007

Machina Festival II

E não é que vou me aventurar novamente pela "praia" da música industrial? Entre diversos projetos, de música experimental à baranguice 80, dos ritmos classudos ao minimal electro, mas não deixo de fazer festa para os órfãos do Zensor e Cri Du Chat.

Foram anos de um trabalho bacana que não pode ser esquecido. Numa época que novidade dura cinco segundos, artistas que escreveram um legado merecem tratamento VIP. Foi assim com o Harry e The Neon Judgment em 2005, agora será com The Cassandra Complex e Simbolo.

O Simbolo (sem acento mesmo) faz 19 anos hoje! Fiquei sabendo disso numa troca de e-mails com o Martin, líder do projeto, quando estava confirmando a participação desse ícone da música industrial brasileira para a segunda edição do Machina.

"Caramba, quase duas décadas", pensei. Mas quando lembro que a Cri Du Chat surgiu no final da década de 80, me assusto ainda mais! Como o tempo passo rápido! Hoje, graças ao orkut, LastFM, Myspace, entre outras comunidades, mantenho contato com muita gente que nem sequer conviveu (alguns nem nasceram) na época do selo ou mesmo do meu programa de rádio. Pessoas que admiram um trabalho que não vivenciaram quando foi lançado.

Associo isso aos discos mofados do Pink Floyd, Automat, Donna Summer e Beatles que meus tios ouviam quando eu era pequeno. Na adolescência eu execrava a possibilidade de ouvir essa turma, pois queria estar ligado a artistas do meu tempo! Nunca me coloquei na posição de "dinossauro da música eletrônica" mas ao receber scraps dessa turminha nova, percebo que o que eu tinha era medo de encarar as referências sonoras. Medo de gostar das músicas que eram consideradas "defasadas" demais. Pura bobagem. A turma de hoje não se prende mais ao sincronismo de lançamentos que as publicações antes impunham. A própria internet proporciona o saudável lapso de tempo.

Bom, mas o assunto é o Machina Festival, não? Sim, O segundo nome é a banda do Rodney Orpheus qu eu simplesmente amo de paixão. O nome Cassandra Complex nem foi cogitado para o Machina II, já que tava tudo certo com o Front 242. Os belgas cancelaram, veio o baixo-astral e numa conversa informal com o Ivan da Soulshadow ele lança, "e o Cassandra?". Putz! lembrei qu e o Codenys tinha remixado os ingleses e pedi o contato do agente que prontamente me respondeu e fechamos tudo!

O Machina Festival é uma festa para matar saudade dos bons sons, uma forma de mostrar pra uma nova geração que antes de nu-metal já existia industrialismo e que esses redescubram gente que faz trabalho sério há tanto tempo e continua na ativa.

O festival será no dia 24 de novembro e, além do Cassandra e Simbolo, mais nomes serão anunciados para o espaço "Live", dedicado a shows. Ainda teremos o "Basement" que é a pista na qual DJs da cena alternativa poderão tocar a vontade seus hits e obscuridades, e o "lounge" com estandes de CDs, DVDs, roupas, etc.

No dia 12 de setembro daremos a largada no projeto, mas como todo pai, fico ansioso pro meu filho vir ao mundo logo!

Tuesday, August 28, 2007

Divagação sobre conexões

Numa lista de conexões possíveis, reparei o quanto é complicado o jogo das probabilidades. Hoje tenho 40 anos. Pra mim nada mudou, continuo a ouvir música, trabalhar e tentar levar uma vida bacana. Antes dessa tal de internet, pessoas com o mesmo gosto musical que eu se aglutinavam freqüentando lojas de discos, ouvindo rádio, indo a festas e clubes, lendo revistas. A possibilidade de encontrar alguém interessante estava atrelado ao convívio social.

Hoje tenho centenas de amigos no orkut, outras dezenas no LastFM ou no Myspace, fora a turma do MSN (muitos migraram do ICQ), a gangue dos anônimos "daquelas" comunidades mais, diremos, pessoais... Somam-se, ainda, milhares de pessoas que têm algo em comum. O jogo de possibilidades se amplificou e até tornou o relacionamento direto uma utopia.

Se por um lado consigo o que eu quiser com um clique, já não posso dizer o mesmo de um saudável bate-papo (virtual mesmo) no qual a diversão seria a troca de conhecimento entre duas ou mais pessoas. Na era pós-Google, todas as respostas estão disponíveis. Parece que tudo se tornou previsível.

Mas o que isso afeta o meu dia-a-dia? Com certeza a possibilidade de algo se tornar apto a ser descoberto sem que as informações sejam tão precisas. Se antes a subjetividade e, porque não dizer, o "chutômetro", abriam possibilidades de escorregões homéricos ou mesmo a construção de um ícone que nem existia, hoje o conto de fadas cai na primeira busca.

Será que busco um romantismo perdido? Eu, que sempre fui adepto ao novo, à informação imediata?

O dilema de possibilidades me intiga mais do que a quantidade de informação absorvida em casa segundo.

Experimentar sempre, mesmo quando o que parece incerto, tem a resposta na ponta dos dedos. Em questão de microssegundos.