Friday, October 19, 2007

Dark Electro, Cyber Tech, Industrial, EBM?

Eu fico tão perdido com tanta definição que arrumam para o som industrial de hoje em dia que deixo isso pra quem gosta de rotular.



Dando um toque que o C-Lekktor, uma banda mexicana na linha dos conterrâneos Hocico e Amduscia, fará um show amanhã em São Paulo. estarei por lá tocando clássicos e sorteando DVDs The Neon Judgement - Live At Machina Festival.

No estande da Soul Shadow, além do DVD você encontrará ingressos do Machina Festival II, que acontecerá no dia 30/11 apresentando show exclusivo do Cassandra Complex.

E claro que rola promoção: comprou o DVD + ingresso, paga menos.

Bom, vejo você por lá. O serviço completo está aí embaixo.

Sábado, 20/10, às 23h

ELEKTRO HALLOWEEN:

Show exclusivo:
C-LEKKTOR (EBM mexicano) pela primeira vez no Brasil

Abertura :
NOXIOUS FRACTION & S.T.D. (BRASIL)

DJs:
#ENEAS NETO(FIBERONLINE)
#IVAN (SOULSHADOW)
#LUIZINHO(EBM)
#MARCOS GARCIA (ARMAGEDDON/PROJ.S.O.D )
#PHERRO (69 FETISH FOR FUN/HYSTERIA)
#ROGERIO BOGARI(HYSTERIA/ZOSTER)
#VAGNÃO (TELEVISION/ZOSTER)

Lançamento do DVD The Neon Judgement Live At Machina Festival com sorteio.

Ingressos:
ANTECIPADO R$ 20,00
NA PORTA R$ 30,00
ESTUDANTE R$ 15,00 (até 19/10)

Hole Club
Rua Augusta 2203 - Jardins / SP
Direitos autorais vs ECAD

Nunca achei fácil lidar com o ECAD. O principio da entidade é até justo: controlar e distribuir receita de uso de direitos autorais de seus associados. Acho justo mesmo. Vários artistas não ganham nada com seus sucessos regravados por diversos artistas famosos, ainda mais na atual onda de queda das vendas de CD. O artista ainda tem o show, mas e o compositor?

Mais do que válido. Tem que ser lógico. E não é. Tratar qualquer evento como se fosse o show da Ivete Sangalo, não dá. Música é tão plural quanto a roupa que as pessoas vestem. Cada uma é feita sobre medida ou cai perfeitament para apenas um grupo de indivíduos. Alguns têm que customizar, outros preferem comprar as mais baratas, feitas em grande escala, porque o que interessa é se vestir.

Agora tenta explicar pro ECAD que você faz um evento alternativo que nenhum dos artistas pertecem a orgãos de arrecadação de direitos autorais porque a maioria nem se preocupa com isso. Querem encontrar um espaço pra mostrar seu trabalho de uma forma livre e sem burocracia. Uma geração que já se acostumou com a internet e não tem vícios como aquela turma que vive nas tetas dos centro culturais pra "descolar uns trocados". Esse pessoal não consegue espaço pra se apresentar. Vive de soluções improvisadas e de ausência de qualidade técnica que às vezes comprometem a execução de suas músicas. Mas mesmo assim, tenta uma brecha, um espaço para mostrar seu trabalho pra pessoas que poder não ter acesso à rede. Democracia explícita.

Mas isso é muito ideológico para o ECAD entender. A coisa funciona à base de doses de burocracia e velhos vícios como os já citados. É um trabalho injusto? Não, de jeito nenhum. A forma como é aplicado, como a maioria das tributações aqui no Brasil, isso sim é injusto.

Temos que aprender que não dá pra viver de imposições. Pagar sim, mas de uma forma justa e que o beneficiado, o criador da obra, realmente usufrua dos serviços do orgão que supostamente foi contratado para tal.

Faça sua parte, como sempre. Em tudo. Esperamos que o ECAD também o faça. De uma maneira justa.

Thursday, October 18, 2007

Haja dinheiro (e tempo)



Preparado pro fim do ano? Sim, outubro está indo embora e com ele se inicia a fase de gastar dinheiro com shows e festas. Pelas minhas contas, precisaria de uns R$ 3 mil pra ir em todos os lugares que quero, incluindo algumas bebidinhas, claro. Mas nunca vi tanto gringo junto em tão pouco tempo! De Devo a Alexander Robotinik, passando por Boys Noize, Hot Chip, Cassandra e Chaka Khan. OK, essa última faz parte dos meus escorregões...

Ah! Tem o She Wants Revenge também. Putz. E agora? O negócio é correr atrás de credencial pra alguns, separar trocados pra outros e tentar encontrar tempo pra trabalhar nos próximos meses.

Para saber as datas de todo mundo, dê uma checada no Google.

Wednesday, October 17, 2007

Machina Festival II, o flyer

Clique nas imagens para ampliá-las




Tuesday, October 16, 2007

Gostei e recomendo


Nova música do novo álbum de Dave Gahan, "Kingdom". Bom, acho que vocês sabem quem é ele.

http://www.myspace.com/davegahanofficial
Ainda no revival, Zensor




Parece que tirei as últimas semanas para fazer uma retrospectiva, então queria deixar aqui um link bacana que recebi de um podcast que foi feito em homenagem ao meu extinto programa de rádio, o Zensor, que rolou de 90 a 94 na 97 FM, a rádio que era rock quando eu tocava eletrônico por lá. Agora é a Energia FM.

Confira aqui: http://www.underground.vocepod.com/

Thursday, October 11, 2007

Enfim, o DVD




Conheço a entidade The Neon Judgement há mais ou menos duas décadas. Não sei ao certo como descobri o trabalho da dupla, mas creio que foi em algum programa de rádio dos anos 80, com os do Kid Vinil, acho. Ou pode ser que foi em alguma loja de discos que freqüentava religiosamente. Enfim, lembro que "TV Treated" foi um marco pra mim. Aquele synth gélido anunciando um ritmo mecânico e econômico e de repente uma guitarra. Synthpop com guitarras, mas era mais pesado. Ainda não chamavam de EBM, aquele termo que surgiu com o Front 242 mas que depois batizou toda uma safra de bandas.

Toquei pela primeira vez na pista do Madame Satã, depois de "A Forest" do The Cure e antes de "The Choke" do Skinny Puppy. Lembro que a reação foi maravilhosa. Naquela época, o povo não gostava de ser chamado de "dark" mas era essa turma de preto e olhos pintados que dançava no porão. Não havia separação entre industrial, gótico, synthpop, indie rock, pop perfeito, etc. Tudo era devorado sem os atuais gêneros e segmentações.

Continuei a curtir a banda e comecei a colecionar seus discos. Descobri que tinha material antes dessa música e que a banda estava na ativa preparando um novo álbum. Além de DJ, eu muambava LPs e 12", viajando para a Europa como caxeiro viajante. Numa dessas viagens, fiz contato com uma gravadora e distribuidora belga, a PIAS, que depois descobri que era uma alusão à "Casablanca" (Play It Again, Sam). Além de um catálogo poderoso, a gravadora tinha acabado de assinar contrato com uma banda chamada Neon Judgement! Haja coincidência...

Os anos passam, os anos voam. 2005. Depois de um bom tempo longe da produção de música alternativa, resolvi começar um trabalho focado na valorização dos bons sons. Nasceram o box do Harry e a Fiber Records. Para lançar o selo e comemorar o primeiro lançamento, resolvi organizar um festival que uni-se várias gerações da música eletrônica, com discotecagem e shows. Surgiu o Machina Festival. Queria uma banda internacional que representasse essa ponte entre o "antigo" e o "novo", que nunca tivesse se apresentado no Brasil, com uma sonoridade original e que estivesse ainda na ativa.

Eu tinha recebido uma mensagem via Fiberonline que informava o lançamento de um projeto solo de um dos integrantes do Neon Judgement, Dirk da Davo, que recebeu o nome de Neon Electronics, pois enfatiza o lado mais eletrônico da banda. No Neon Judgement, enquanto Dirk comandava a parte eletrônica, TB Frank era a porção rock. Tinha achado a banda! Dirk apostava numa sonoridade nova se cercando de gente como The Hacker, Vitalic e Terence Fixxmer e o legado do Neon Judgement era inegável! A banda tinha muitos hits por aqui como a já citada "TV Treated", além de "The Fashion Party", "Chinese Black" e "Factory Walk".

Convite feito e aceito. A banda fez um show memorável e tudo foi registrado. Gastei os tubos pra ter o primeiro momento de uma das minhas bandas favoritas em DVD. Gastei tanto que o projeto de lançamento teve que ser adiado. Precisei de grana pra editar e remasterizar o som, fora isso tinha torrado um bom dinheiro no projeto do box do Harry e ainda não tinha obtido retorno. Não é nada fácil manter um hobby caro, mas vício é vício.

No segundo semestre de 2006 comecei os trabalhos. Inicialmente era pra ser um registro geral do Machina Festival, mas nem tudo pode ser aproveitado. O som não ficou legal em algumas capturas e em outras o vídeo deixou a desejar, mas o show do Neon estava perfeito. Mesmo assim, o som realmente precisava ser remasterizado. Master enviada pra Bélgica, mais alguns meses e passei pra edição das imagens. Foram feitas pelo menos cinco versões diferentes.

2007. Finalmente o DVD chega às lojas. E também no E-mule. Não tentei barrar a troca desenfreada pois ainda acredito que existem pessoas que pararão pra ler esse texto, entenderão que manter um trabalho como esse não é nada fácil e para aprová-lo basta fazer a roda girar. Pode parecer mercantilista demais, mas sem a venda, não existe investimentos futuros.

O Machina Festival II está aí e um novo capítulo começa a ser escrito. Desta vez com o Cassandra Complex. vamos ver para onde essa história vai.

Quer saber mais e comprar o DVD do Neon Judgement? Veja o hotsite.

Tuesday, October 09, 2007



Informações sobre o Machina Festival II


Enquanto a comunicação final não fica pronta posto aqui todas as informações sobre a segunda edição do festival Machina Festival, que dessa vez traz um line up todo voltado para as ramificações da música industrial.


Machina Festival II traz o show da banda européia Cassandra Complex pela primeira vez ao Brasil

São Paulo
30 de novembro de 2007
Blue Space

Depois do sucesso alcançado em sua primeira edição, que em 2005 levou para o palco principal da lendária Broadway a dupla belga The Neon Judgement e a cultuada banda santista de rock eletrônico Harry, o Machina Festival está de volta e traz um line up dedicado à música industrial e suas vertentes, como electronic body music, power noise e industrial techno, entre outras.

O Machina Festival II acontecerá no dia 30 de novembro na casa noturna Blue Space, em São Paulo, e traz pela primeira vez ao Brasil o show da banda inglesa Cassandra Complex, uma das mais influentes do cenário eletrônico alternativo mundial desde o início dos anos 80.

Distribuida em duas pistas distintas, a programação especial reúne shows e live PAs, discotecagens especiais e projeção de vídeos raros que mostram a evolução da música industrial nas últimas três décadas, destacando as bandas e projetos referenciais da música industrial do Brasil. Entre eles estão o pioneiro Simbolo, precursor da electronic body music no Brasil, Bad Cock vs Aire´n´Terre, que marca o encontro dos projetos eletrônicos de HansenHarryEBM (vocalista e líder do Harry) e do artista multimídia e produtor musical Wandeclayt (Aire´n´Terre) e o Skulk: [Partition Root], uma das grandes promessas brasileiras do rock industrial, entre outras atrações.


Line up do Machina Festival II

Pista 1 – Shows com discotecagens intercaladas

Gengivas Negras
Machine Revenge vs Vector Commander
Dead Jump
Simbolo
Cassandra Complex
Bad Cock vs Aire´n´Terre
Mobius Project
Skulk: Partirion Root
Homicide Division

DJs – Eneas Neto, Tonyy e Peque

Pista 2 – Somente DJs

Nilsão (Ressurection)
Ivan (Soulshadow)
Marcio Vaez (Substance)
Rodrigo Cyber (Resistance Bear/Ressurection)
Ed Hunter – (Noise Democracy – RJ)
Sintetik (Cybernetic Faces/Danse Macabre Records)
Luizinho EBM
Pherro(69 Fetish for Fun, Electro Fetish Party)
Rogério (Projeto Hysteria)
Wagnão (ex-Zoster)


Cassandra Complex
Formado em 1980 na Inglaterra, o Cassandra Complex tem como figura central o visionário cantor e produtor Rodney Orpheus, autor de hits como “(In Search of) Penny Century” e “One Millionth Happy Customer”, faixas que fizeram parte essencial da história da música eletrônica alternativa dos anos 80, com raízes na música industrial e na electronic body music. Há mais de duas décadas o Cassandra Complex tem sido uma importante referência no cenário electro-gótico-industrial, o que levou a banda a ter algumas de suas faixas remixadas por artistas como Front 242, Borghesia e Apotygma Berzerk.
http://cassandracomplex.co.uk/
http://www.myspace.com/cx2k


Simbolo
Aqui no Brasil, a música eletrônica brasileira tem na figura dos músicos e produtores Martin Neto e Joel Jr. uma de suas expressões mais radicais. Na segunda metade dos anos 80, a produção do Simbolo foi marcada pela união do peso das batidas influenciadas pela música industrial com as experiências com vocoders, sequencers e samplers, registradas nos álbuns Le Sacre du Printemps (1992), In the Danger Zone (1995) e Music From the Masses (1996), todos lançados pela Cri du Chat, o primeiro selo independente dedicado exclusivamente à música eletrônica no Brasil.
www.myspace.com/osimbolo
www.fiberonline.com.br/MARTIN



Bad Cock vs Aire’n’Terre
Este live marca o encontro de HansenHarryEBM (vocalista e líder do Harry) e do produtor musical e artista multimídia Wandeclayt (Aire’n’Terre). Formatado especialmente para o Machina Festival, o Bad Cock vs Aire’n’Terre apresentará intervenções sonoras em que um artista interage na produção do outro, num mix de referências e afinidades musicais eletrônicas que vão do technopop às manifestações mais dançantes da música industrial.
www.fiberonline.com.br/hansenharryebm


Skulk: [Partition Root]
Com um elogiado álbum de estréia lançado de maneira independente no ano passado, o Skulk já se firmou como uma das novas promessas do rock industrial do Brasil. Entre faixas de “Plugged” e algumas inéditas, o trio mostra ao vivo algumas de suas “subversões” enfurecidas para clássicos como “Burning Inside” (Ministry) e “She Bop” (Cindy Lauper).
www.fiberonline.com.br/skulk


Deadjump
Deadjump é um dos artistas da geração electro/industrial surgida no Brasil no meio da década de 90. No ano passado lançou “Immortal”, seu quarto álbum, que rendeu ótimas resenhas e comentários em sites e revistas especializadas em música eletrônica alternativa de diversos países como Polônia, Bélgica, México, Alemanha e República Tcheca. Fãs de bandas como Skinny Puppy, Leaether Strip, Hocico, Wumpscut, X Marks The Pedwalk, Suicide Commando são alguns dos admiradores dos “Deadjump sounds”.
www.fiberonline.com.br/deadjump

Mobius Project
Um dos principais expoentes do synth e do future pop nacional, a banda liderada pelo DJ e produtor carioca Guga foi um dos destaques do Electro Fetish Party, realizado em SP no mês de junho, e fez uma abertura memorável para a dupla italiana Syrian. Ao vivo, o Mobius apresentará suas composições próprias como “Hell” e “Ghost in the Shell”, além de algumas versões para antigos e novos clássicos da música alternativa.
www.fiberonline.com.br/mobius_project

Gengivas Negras
Formado por Carlos Morevi e Theo, dos projetos Fetalcohol e Mechanotremata, respectivamente, o Gengivas Negras completa este 10 anos de experiências sonoras com base na música concreta e industrial. Juntos, reprocessam sons com o uso de pedais de distorção, softwares e samplers, além de utilizarem baterias eletrônicas, geradores de ruído e outras fontes de barulho para formar um espectro particular no universo da sonoridade industrial e da espontaneidade da música noise.
www.fiberonline.com.br/gengivasnegras

Homicide Division
Com um álbum lançado nos Estados Unidos e Europa, a dupla Alexandre Lira (Reality) e Paulo Lanfranchi (Security Device) utiliza plataformas digitais para criar verdadeiros petardos electroindustriais que abordam de maneira pungente temas como guerra, violência, ameaças químicas e drogas. Ao vivo, a identidade visual da banda remete remete ao para-militarismo com seus equipamentos de combate, máscaras de gás, óculos de proteção e uniformes camuflados.
www.fiberonline.com.br/homicide


Machine Revenge vs Vector Commander
Em formato inédito para o festival, o DJ e produtor Alex Strunz apresentará no mesmo live PA seus dois projetos eletrônicos. Com o Vector Commander, Alex explora os recursos de seu hardware para produzir um techno de bases pesadas com timbres metálicos. Já em seu novo projeto, o Machine Revenge, ele propõe uma fusão bombástica entre vertentes da música industrial - como a electronic body music, o noise e o crossover - que ao vivo torna-se ainda mais energético com os vocais processados do MC de EBM Erick Thurm.
www.fiberonline.com.br/machinerevenge
www.fiberonline.com.br/vectorcommander


Sobre o Machina Festival

Em novembro de 2005 foi realizada a primeira edição do Machina Festival, na casa noturna Broadway, em São Paulo. O evento, que atraiu aproximadamente 1300 pessoas entre fãs da música eletrônica alternativa do passado e do presente, fez uma ponte entre várias épocas deste gênero musical e conectou estilos como o rock eletrônico, o industrial, o techno e o electro, com um line up encabeçado por duas lendárias bandas: o Harry, que foi um dos destaques do festival Ampli Vol.2 – realizado no Sesc Pompéia em junho de 2006 – e o duo belga The Neon Judgement, pela primeira vez no Brasil.

Além destas duas atrações referenciais no processo de evolução da música alternativa, no Brasil e no mundo, o Machina Festival levou ao palco os novos talentos da música eletrônica brasileira. Por lá passaram as bandas Montage e Voz del Fuego, do Ceará e Rio de Janeiro, respectivamente, a dupla Human Machine, formada por Martin Neto (Símbolo) e pelo internacionalmente premiado VJ e produtor musical Spetto, o projeto Oil Filter (um dos precursores do techno no Brasil) e o quarteto paulistano de electrorock Kronk, além de discotecagem de DJs que contribuiram ativamente no crescimento do cenário eletrônico do país como Eneas Neto (Zensor, Cri du Chat, FiberOnline), José Roberto Mahr (Programa Novas Tendências) e Renato Lopes (Smartbiz, Nation, Madame Satã), entre outros.

Sobre o FiberOnline

O portal Fiberonline acaba de completar dez anos de atividades dedicadas à expansão e desenvolvimento da música eletrônica no Brasil. Idealizado pelo jornalista multimídia Enéas Neto, o FiberOnline hospeda e destaca a produção nacional em seus diversos estilos e oferece ampla cobertura da cena eletrônica com notícias, artigos e entrevistas com artistas nacionais e internacionais, além de milhares de faixas para download gratuito. www.fiberonline.com.br .

Eneas, entre outros empreendimentos, foi o responsável pelo selo independente Cri du Chat Disques, apresentador do programa Zensor, pioneiro em música eletrônica, criado em 1994 na rádio paulista 97 FM, e está à frente do portal de música eletrônica FiberOnline e da produtora multimídia Fiber Interactive.

Sobre a Fiber Records

A Fiber Records prioriza trabalhos nunca antes lançados em CD. Ainda que não seja um selo de música eletrônica exclusivamente, está voltada para projetos diferenciados, que resgatam artistas fundamentais para a cena eletrônica atual.

Sua estréia foi em novembro de 2005 com o lançamento de “Taxidermy – Boxing Harry”, que resgatou de forma primorosa o legado deixado pela lendária banda santista de rock eletrônico Harry. Trata-se de autêntica edição de colecionador, contendo num box especial, pela primeira vez, três CDs que cobrem toda a discografia da banda. Os álbuns “Fairy Tales” e “Vessels’ Town”, além do primeiro e raro EP “Caos”, ganharam remasterização digital e edição com as capas originais.

Recentemente, a Fiber Records lançou O DVD “The Neon Judgement – Live at Machina Festival”, um registro digital do antológico show que a cultuada banda belga fez no palco da Broadway, em novembro de 2005, no evento que comemorou os primeiros oito anos de atividade do portal de música eletrônica FiberOnline.

Sobre a Blue Space

Localizada na Barra Funda, próxima ao Metrô Marechal Deodoro, a casa noturna Blue Space tem capacidade para abrigar 1500 pessoas e comporta duas pistas (sendo a principal com um amplo palco), quatro bares, camarotes e um aconchegante lounge.


Serviço:

Machina Festival II
Quando: 30 de novembro – sexta-feira – a partir das 22h
Onde: Blue Space - Rua R: Brigadeiro Galvão, 723- Próximo ao Metrô Marechal Deodoro
Info: (11)3262-4881 - contato@machinafestival.com.br
www.machinafestival.com.br
Capacidade: 1500 pessoas
2 Pistas de Som, 2 Palcos, Ar-Condicionado, 2 Bares, Chapelaria, Preços Acessíveis, Segurança, Higiene, Conforto, Camarim, Ótima Localização

Ingressos:

R$ 60,00 - na porta (em caso de disponibilidade)
R$ 50,00 - 2º lote – de 1/11 a 29/11
R$ 40,00 - 1º lote – de 15/10 a 31/10
R$ 30,00 – cota limitada para estudante*


Pontos de venda:
(a partir de 15/10)

Soul Shadow
R. 24 de Maio 116, sobreloja 10
Tel.: 3338-1566, Centro, São Paulo


Escritório FiberOnline
Alameda Ribeirão Preto, 258
Tel.: 3262-4881. Bela Vista, São Paulo
* Ingressos para estudantes somente neste ponto de venda

Mais pontos de venda em breve

Vendas On-line

Fiber Shop
www.fibershop.com.br

Passos Noturnos
www.passosnoturnos.com


Promoção:
Compre ingresso na Fibeshop, no escritório da Fiber ou nos estandes em festas (a serem anunciadas) e ganhe um vale-desconto de R$ 10 para se usado na compra do DVD The Neon Judgement – Live at the Machina Festival

Wednesday, October 03, 2007

Baixar ou comprar? Até quando esse dilema?

A história começou com um post que fiz na comunidade do meu extinto programa de rádio, o Zensor:

"O DVD do Neon Judgement ao vivo no Machina Festival de 2005, já está disponível. Veja o hotsite com três músicas em streaming - http://www.fiberrecords.com.br/neonjudgement/ Compre direto em www.fibershop.com.br"

Sim, estava divulgando o lançamento do DVD. Apesar de saber que o mercado anda retraído, acho que projetos bacanas merecem um tratamento diferenciado. Coexistência de mídias.

"Valeu. comprando para prestigiar novas excursões de outras bandas.. baixar é bom mas se formos pensar somente em ganhar terminaremos aonde???

Prestigiemos quem de direito merece.
Pablo"

Caramba, até esperava que outras pessoas pensassem assim, mas não que pudesse vir acompanhado de uma declaração espontânea. Isso me fez ficar animado novamente. Afinal, por aqui a gratuidade ficou tão escancarada que muitos não perceberam que é um tiro no pé.

"Valeu, Pablo. Se houvesse um balanço bacana entre comprar e baixar, os mercados não estariam tão ruins. Não dá pra ser hipócrita e não baixar nada gratuitamente também, porque a oferta hoje em dia supera a demanda em milhões de vezes, mas projetos independentes e diferenciados só permanecerão vivos se tiver algum retorno financeiro, no mínimo para cobrir as despesas."

Agora é esperar que o pessoal que gosta e incentiva manifestações independentes tenha a mesma reação. Afinal, é um círculo que precisa permanecer vivo. Hoje ainda compramos um produto físico. Não sei se daqui uma ou dois anos ainda faremos isso mas, com certeza, quem mexe com música alternativa, como eu faço, encontrará outra formas de continuar a espalhar o evangelho pelo séquito.

Wednesday, September 26, 2007

Warm...



Estou tão vidrado em The Normal novamente que, procurando por registros em vídeo deste proto-electro-punk inglês, encontrei essa versão com uma turminha da "pesada".

Thursday, September 20, 2007

Tristeza

Viagem é feita para descobrirmos coisas novas, hábitos dos moradores, lesar muito, descansar, encher a cara em algumas noites mas não combina com tristeza. Aliás, é um sentimento proibido quando se está bem acompanhado, num lugar bacana e se divertindo muito.

Foram apenas dez minutos. Tempo de entrar, sentir uma atmosfera densa porém totalmente asséptica pela falta da presença de humanos. Espalhados pelos arredores daquela enorme sala, milhares de corpos metálicos esperando por um mínimo de atenção. Um rapaz entra e rapidamente percebe que cometeu um engano. Não era o que procurava. Novamente a sala fica vazia. Apenas uma pessoa responsável por manter tudo em ordem permanece. Posso dizer até que estava de mãos atadas, pois nada pode fazer.

É assim foi minha sensação ao entrar no que já foi uma das melhores lojas de CDs de Barcelona. Há menos de quatro anos, gastava ao menos três horas em cada uma das lojas que costumava visitar nas viagens pela Europa. Sempre encontrava muitos discos e DVDs. Hoje foi uma experiência péssima. Nada me motivava a gastar vinte euros naquela compilação bizarra de hits espanhóis dos anos 80. "Acho na Internet", pensei. Saldo da viagem: dois DVDs e um box limitado com 10 CDs.

Senti pela primeira vez como o mercado está em mutação. Claro que acompanho tudo o que ocorre no seguimento, que as vendas de discos caem todos os anos, que as pessoas começaram a baixar e até pagar por isso mas ainda não tinha conseguído entender como isso afetaria esses pólos de troca de informação chamados simplesmente de lojas de discos. Aqueles encontros semanais para bater papo com amigos distantes, as indicações do vendedor, as novidades espalhadas nas prateleiras... Sim, deu saudade. Justo eu, uma pessoa totalmente a favor da tecnologia, que entende a troca constante de plataformas e tal.

Me senti fragilizado e muito triste. A música sempre vai existir, mas como vamos interagir com ela, isso ainda está sendo escrito. Engraçado, antigamente bastava dar o "play", não?

Tuesday, September 18, 2007

Trash 80's, a versão catalã

Em 2005, um frequentador da festa que se mudou para Barcelona propôs uma edição da Trash 80's em terras catalãs. De uma maneira improvisada, mas feita com muito carinho, a festa rolou num bar bacana e atraiu muita gente, Depois de um hiato de dois anos, voltou-se a cogitar a realização da festa. Desta vez o lugar seria maior e contaria com uma equipe de produção.

Quando fiquei sabendo que poderia realmente acontecer, não pensei duas vezes: queria participar. Havia dois anos que não tirava férias e, workaholic como sou, nada melhor do que uma viagem que fosse um híbrido de diversão e trabalho.

O maior temor pra mim era a possível reação do público. Apesar de contar com muitos brasileiros, imaginei que nem todos fossem entender a proposta de festa.

Cheguei em Barcelona e não vi nenhum cartaz ou flyer espalhados nos "points". Fiquei um tanto temeroso, mas mesmo assim confiei na turma local, pois sei que a Trash existe em boa parte pelo boca-à-boca.

Encontrei os trashers de Barcelona, Gus e seus amigos, e todos superanimados e numa grande expectativa. Duas horas de espera para o bar abrir, pra que pudéssemos montar setup de som e decor, surge a primeira boa surpresa, O lugar é lindo, dois ambientes bem definidos, sendo um com bar, pista, camarotes e palquinho (sim, aqui também tem um), enquanto o lounge (atendendo minhas preces) é área reservada para fumantes. Sim, aqui ninguém fuma na pista de dança. Bom, até certo momento....


Dividimos o som em três horários: Giacomo abrindo, Eu no meio da noite, Henri fechando. OK, tudo certo vamos começar a festa. Bem, não foi assim... O equipamento de som ficou muito a desejar. Antigos CDJs Denon que não lêem todo tipo de mídia já me assustou. O técnico de som, apesar de muito solicito, não sabia como funcionava o Serato Scratch Live (eu só levei esse equipamento e o note). Arregacei as mangas, montei, testei, tudo certo. Agora sim, vamos começar.

Giacomo abrindo, como planejado, optou por uma mescla 80's de pop e alternativo que nunca fizemos na Trash, afinal é uma festa que propõe o lado divertido dos anos 80 e não o sério. Mesmo assim, cumpriu bem sua parte.

Na hora que comecei a tocar, problemas técnicos surgiram. O Serato nåo rolava bem. A casa, a esta altura, já estava lotada e o som abria o bico. Algumas músicas depois, os CDs do Serato não conseguem mais ser lidos pelo Denon. Bate o pânico. Pedi pro Gus levar o case dele, em caso de emergência, o que realmente aconteceu, e o Denon mostra as garras novamente. Nem todas as mídias conseguem ser lidas e pra me apavorar mais, case é algo muito individual. No caso do Gus, muitos CDs não tinham os nomes escritos! Bom, consegui contornar e encerrar o set sem que ninguém percebesse o caos.

Henri entrou na sequencia com um progressive house. Apesar de constar no flyer que iria tocar isso, muita gente reclamou dizendo que era uma festa 80's. Depois de muito ouvir, volto ao som e ponho a pista pra ferver com hits clássicos da Trash, como Paquitas, Balão Mágico, Grafite, Magal e os internacionais, Madonna, Culture Club, etc.

Pra minha surpresa o sistema de som frontal é desligado, ficando apenas minha caixa de retorno servindo de som ambiente até o término da noite. O motivo: segundo o dono do Café Noir, as festas ali terminam por volta de 3h e já eram quase 4h! Bom, aquela história que a noite não tem hora pra terminar aqui em Barcelona não se confirmou.

Independente disso, a festa foi ótima, as pessoas gostaram (pelo menos os feedbacks têm sido positivos) e esperamos que nas próximas acertaremos as pequenas falhas dessa ediçã0.

O que mais me agradou foi que o espírito de festa de amigos esteve vivo durante toda a noite. Fato que comprova a diversão garantida mesmo cruzando o Atlântico.

Monday, September 17, 2007

Barcelona

É a terceira vez que venho à capital catalã. A primeira a ficar mais do que cinco dias. Das outras vezes, foi um misto de trabalho e lazer com tempo espremido, que não permitia explorar a cidade como normalmente gosto de fazer.

Não que o trabalho ficasse de fora nesta. Um dos motivos foi realizar uma edição da Trash 80's por aqui. Comento isso noutro tópico. Agora posso passar mais quase duas semanas na regiåo e conhecer o dia-a-dia catalão.

Já de cara quebro um dos mitos: que a diversão em Barcelona não tem hora pra acabar. Como nas outras vezes fiquei perto das Ramblas, sempre tinha um ou outro lugar pra comer mas mesmo assim fechava cedo. O que se confirma agora. Estou no bairro conhecido com Born, uma área de La Ciutat Vella que vem sendo redesenhada e promete ser um dos bairros mais legais pra se viver em Barcelona - pra quem gosta de buxixo. O problema pra os novos moradores tem sido a presença das colônias de imigrantes que se espalham pelos cortiços fincados em casa seculares que, agora, se sentem ameaçados com a possibilidade de expulsão do bairro. Típico conflito social até em São Paulo vivenciamos.

A vantagem de morar por aqui é a proximidade de tudo, o ritmo de vida, parques maravilhosos por perto. A desvantagem, um pouco de barulho e muita muvuca turística, apesar de não estar no Barri Gotic.

Agora vou sair, explorar La Ciutadella.

Tuesday, September 11, 2007

Mas eu te disse, eu te disse

Por que eu escolhi a TAP pra viajar? Não queria ficar mais que uma hora num vôo de conexão, seria a resposta. Eu sempre escolho Lufthansa e British Air. São lindas, confortáveis, cordiais, um pouco mais caras é verdade, mas estresse zero. Minhas experiências com Ibéria e Alitalia foram péssimas, mais de uma vez em cada. Já descartada. Todas as companhias fariam conexões de pelo menos quatro horas e eu bem sei que "caos aéreo" não é uma especialidade apenas brasileira. Na TAP, apesar dos pesares, sempre viajei tranqüilo. OK, foi uma vez só. Mas foi tudo bem!

O drama começa quando comento isso com dois amigos da "área". Um me avisa que minha opção "não poderia ser pior". O outro me diz que a TAP é OK mas o problema "é o extravio das bagagens".

Ainda tenho que enfrenta uma agente patza que esquece que tenho quase dois metros de altura e "não repara" que o assento reservado é entre as poltronas centrais.

Bom, em todo caso, desejem-me boa viagem. Sei que os fins sempre justificam os meios. No meu caso, bem no meio mesmo....

Monday, September 10, 2007

A mesma praça, o mesmo banco...

Levante o dedo quem nunca teve problema com a Telefónica. Não dá pra negar o salto que a comunicação deu depois da abertura do mercado. Lembro que na época da Telesp, aqui em São Paulo, a gente fica anos esperando por uma linha que nunca vinha. Tinha que ir pro mercado negro, em que os preços eram exorbitantes e as pessoas usavaam o telefone como investimento.

Hoje temos uma linha fixa em poucas horas. Quem bom, né? Eu não acho. Não existe concorrência direta em telefonia fixa e os espanhóis deitam e rolam. Cobram taxas que não existem, inventam serviços, dificultam qualquer tipo de cancelamento desses serviços ou mesmo da própria linha. Um verdadeiro deserviço.

Estamos falando do Brasil, claro. Opa, não fique tão certo disso. Como estou indo pra Barcelona, resolvi pesquisar um pouco sobre wi-fi, hotspots, telefonia, entre outros serviços de comunicação. Qual foi minha surpresa quando encontrei esse texto aqui, ó:

http://vidaembcn.blogspot.com/2007/03/telefonica-espaa.html


Parece que o buraco é bem mais embaixo... Graças aos deuses da tecnologia, cada vez menos dependo dessa companhia pra me comunicar. Espero ter a liberdade total, inclusive nas minhas empresas. A gente sempre odiou a falta de opções, mas parece que tem gente que prefere que as coisas continuem assim. Com certeza, a Dona Telefónica não fará parte da minha vida por muito mais tempo. Da Vivo eu já me livrei.

Monday, September 03, 2007

A mágoa da conexão discada, no já longínquo ano de 2002

Eneas diz:
Quinta-feira, Maio 09, 2002:
Até quando vou ter que aguentar esta vida sem conexão 24h?
cyber vaca // 21:49 comments
Eneas diz:
hahahahaha
Eneas diz:
mágoa da conexão discada
Leco diz:
uma pessoa com conexão discada jamais poderia se autodenominar cyber nada, vá!
Eneas diz:
era em casa
Eneas diz:
numa era pré speedy
Leco diz:
2002
Eneas diz:
só tinha conexão dedicada no escritório
Leco diz:
agora que eu vi
Leco diz:
eu mesmo fui ter speedy bem depois que a maioria das pessoas, em 2003
Leco diz:
aliás, eu me resolvia muito bem com conexão discada.. mas como a trash obriga as pessoas a se conectarem, providenciei uma conexão boa..

Como vivíamos sem conexão dedicada, hein?

Friday, August 31, 2007

Machina Festival II

E não é que vou me aventurar novamente pela "praia" da música industrial? Entre diversos projetos, de música experimental à baranguice 80, dos ritmos classudos ao minimal electro, mas não deixo de fazer festa para os órfãos do Zensor e Cri Du Chat.

Foram anos de um trabalho bacana que não pode ser esquecido. Numa época que novidade dura cinco segundos, artistas que escreveram um legado merecem tratamento VIP. Foi assim com o Harry e The Neon Judgment em 2005, agora será com The Cassandra Complex e Simbolo.

O Simbolo (sem acento mesmo) faz 19 anos hoje! Fiquei sabendo disso numa troca de e-mails com o Martin, líder do projeto, quando estava confirmando a participação desse ícone da música industrial brasileira para a segunda edição do Machina.

"Caramba, quase duas décadas", pensei. Mas quando lembro que a Cri Du Chat surgiu no final da década de 80, me assusto ainda mais! Como o tempo passo rápido! Hoje, graças ao orkut, LastFM, Myspace, entre outras comunidades, mantenho contato com muita gente que nem sequer conviveu (alguns nem nasceram) na época do selo ou mesmo do meu programa de rádio. Pessoas que admiram um trabalho que não vivenciaram quando foi lançado.

Associo isso aos discos mofados do Pink Floyd, Automat, Donna Summer e Beatles que meus tios ouviam quando eu era pequeno. Na adolescência eu execrava a possibilidade de ouvir essa turma, pois queria estar ligado a artistas do meu tempo! Nunca me coloquei na posição de "dinossauro da música eletrônica" mas ao receber scraps dessa turminha nova, percebo que o que eu tinha era medo de encarar as referências sonoras. Medo de gostar das músicas que eram consideradas "defasadas" demais. Pura bobagem. A turma de hoje não se prende mais ao sincronismo de lançamentos que as publicações antes impunham. A própria internet proporciona o saudável lapso de tempo.

Bom, mas o assunto é o Machina Festival, não? Sim, O segundo nome é a banda do Rodney Orpheus qu eu simplesmente amo de paixão. O nome Cassandra Complex nem foi cogitado para o Machina II, já que tava tudo certo com o Front 242. Os belgas cancelaram, veio o baixo-astral e numa conversa informal com o Ivan da Soulshadow ele lança, "e o Cassandra?". Putz! lembrei qu e o Codenys tinha remixado os ingleses e pedi o contato do agente que prontamente me respondeu e fechamos tudo!

O Machina Festival é uma festa para matar saudade dos bons sons, uma forma de mostrar pra uma nova geração que antes de nu-metal já existia industrialismo e que esses redescubram gente que faz trabalho sério há tanto tempo e continua na ativa.

O festival será no dia 24 de novembro e, além do Cassandra e Simbolo, mais nomes serão anunciados para o espaço "Live", dedicado a shows. Ainda teremos o "Basement" que é a pista na qual DJs da cena alternativa poderão tocar a vontade seus hits e obscuridades, e o "lounge" com estandes de CDs, DVDs, roupas, etc.

No dia 12 de setembro daremos a largada no projeto, mas como todo pai, fico ansioso pro meu filho vir ao mundo logo!

Tuesday, August 28, 2007

Divagação sobre conexões

Numa lista de conexões possíveis, reparei o quanto é complicado o jogo das probabilidades. Hoje tenho 40 anos. Pra mim nada mudou, continuo a ouvir música, trabalhar e tentar levar uma vida bacana. Antes dessa tal de internet, pessoas com o mesmo gosto musical que eu se aglutinavam freqüentando lojas de discos, ouvindo rádio, indo a festas e clubes, lendo revistas. A possibilidade de encontrar alguém interessante estava atrelado ao convívio social.

Hoje tenho centenas de amigos no orkut, outras dezenas no LastFM ou no Myspace, fora a turma do MSN (muitos migraram do ICQ), a gangue dos anônimos "daquelas" comunidades mais, diremos, pessoais... Somam-se, ainda, milhares de pessoas que têm algo em comum. O jogo de possibilidades se amplificou e até tornou o relacionamento direto uma utopia.

Se por um lado consigo o que eu quiser com um clique, já não posso dizer o mesmo de um saudável bate-papo (virtual mesmo) no qual a diversão seria a troca de conhecimento entre duas ou mais pessoas. Na era pós-Google, todas as respostas estão disponíveis. Parece que tudo se tornou previsível.

Mas o que isso afeta o meu dia-a-dia? Com certeza a possibilidade de algo se tornar apto a ser descoberto sem que as informações sejam tão precisas. Se antes a subjetividade e, porque não dizer, o "chutômetro", abriam possibilidades de escorregões homéricos ou mesmo a construção de um ícone que nem existia, hoje o conto de fadas cai na primeira busca.

Será que busco um romantismo perdido? Eu, que sempre fui adepto ao novo, à informação imediata?

O dilema de possibilidades me intiga mais do que a quantidade de informação absorvida em casa segundo.

Experimentar sempre, mesmo quando o que parece incerto, tem a resposta na ponta dos dedos. Em questão de microssegundos.

Wednesday, August 08, 2007

A arte do entretenimento no Brasil

Nunca tanta gente veio fazer show no Brasil como nos últimos anos. Parece que todo mundo descobriu o enorme mercado que temos por aqui. Há uma década a gente contatava nos dedos quem tinha dado pinta pelos palcos brasileiros, mas agora toda semana tem algo pra ser visto. E não são só shows musicais. Têm espetáculos multimídia, montagens da Broadway, exposições diversas, uma verdadeira fauna cultural.

E os DJs e produtores? Se antes tínhamos que esperar pelos festivais, agora todo dia tem um grinso se apresentando. OK, o dolar está mais barato, as casas se profissionalizaram, a Internet tem ajudado muito a descobrir coisas novas e tal.

Aproveitando esse boom, eu também me aproximei desse universo. Com festinhas eletrônicas como Silver Tape e Machina nomes como Amduscia, Antipop, Neon Judgemmet e Syrian vieram se apresentar por aqui. Infelizmente nem sempre dá pra fazer algo viável, mesmo com os custos mais baixos. E o maior problema, por incrivel que pareça, é o público que continua reclamando que não tem show "bom" por aqui!

Faço uma reflexão constante sobre isso. Pra ver um produtor alemão que nunca lançou um álbum, alguns clubes superlotam. Ao contrário, pra ver um cara fundamental na cena eletrônica de Nova York, com álbuns lançados e respeito mundo afora, poucas pessoas comparecem.

O que parece é que há uma desassociação entre entretenimento e cultura. Comecei o post falando disso, que essa invasão gringa reflete num relâmpago cultural nunca antes visto mas em contraponto, as pessoas que digerem essa "cultura" parecem guiadas por vozes ditatoriais que impedem o livre arbítrio. "Disseram que isso é demais, claro que vou ver." Nunca houve tanta alternativa mas parece que esse fator anda anestesiando o público.

Excesso de informação pode ser uma via de massificação, pois perde-se a referência e o fluxo vai para um afluente que sempre desemboca naquele rio de águas mansas da mesmice.

Então, qual é a arte do entretenimento? O dilema diversão e cultura parece permanecer num questionamento eterno. A mim, cabe apenas divagar sobre e buscar as tais alternativas. Afinal, um número infinito está bem diante dos nos olhos, como nunca em nossa história.

Monday, August 06, 2007

Zensor ganha tributo



Há 17 anos nascia o Zensor. Era um programa de rádio semanal transmitido pela 97 FM, uma rádio nova em Santo André (cidade do ABC paulista) que tocava só rock na programação. Depois de várias participações em programas da "casa", eu e o Ricardo Bola ganhamos uma hora semanalmente pra tocar novidades da emergente cena alternativa. Ambos eram DJs da "Boatinha" do Tênis Clube de Santo André, um lugar clássico na noite paulista, e era natural que novidades musicais fizessem parte de nossas vidas.

Enquanto o Bola gostava mais da parte experimental, do rock soturno e das guitarras, eu era mais voltado ao som eletrônico. O nome do programa, Zensor, não remetia a nada inicialmente. Era sonoro e achamos gravado num vinil do Sonic Youth. Mas sem perceber na hora, tinha muito a ver com o que a gente produzia: um fanzine transmitido numa rádio, sintonizando novas tendências musicais. O "Z" veio do zine, e "ensor" de sensor, objeto que capta e transmite freqüencias.

A resposta do público foi aumentando e a parte eletrônica também, o que culminou com a saída do Bola quando este criou o "Rough", totalmente voltado ao experimentalismo e guitarras de todos os tipos. Zensor ganhou a cara que virou sua marca registrada: impulsionar um cena de música eletrônica alternativa que ficava a margem até mesmo da emergente cena dançantes das pistas.

Pelo fato de cuidar de um selo de música eletrônica, a Cri Du Chat Disques, e fazer viagens constantes em busca de novidades para a minha loja de discos Muzik, o Zensor era abastecido semanalmente por muita música que não tinham veiculação no País. Não existia internet, as pessoas saiam para o clubes pra descobrir música nova, freqüentavam lojas de discos para trocar material e bater papo sobre o que estava acontecendo. Com isso, um programa de rádio com esse perfil conquistou um público fiel.

Foram 4 anos de muitas entrevistas, raridades, alguns deslizes, promoções bacanas, mudanças de planos econômicos que afetavam nossos bolsos (e dá-lhe fita cassete), mas fico feliz em saber que até hoje têm pessoas que comentam desse trabalho, sempre feito sem qualquer pretensão.

A festa que acontecerá no próximo sábado , talvez seja uma boa oportunidade de reviver um pouco isso tudo, ainda mais com o show do Simbolo.

Muitos me perguntam porque eu não falo um podcast do Zensor, já que hoje em dia seria muito fácil manter essa freqüência semanal. mas me questiono se há necessidade. Temos um rede internacional que permite que a gente tenha contato imediato com o que está acontecendo em qualquer lugar do planeta. As rede de P2P se encarregam da troca musical e excelentes rádios e comunidades online dão muito bem conta do recado. o que seria legal num podcast é a possibilidade de filtro. Isso sim é a água nesse deserto. Perceber o que é legal, dar sua visão dos fatos.

A questão é que musicalmente não estacionei com o final do Zensor. Absorvi muitas influências nessas últimas décadas e talvez aquele fiel público não perceba essas mudanças. Ter um programa para tocar o que já tocava não faz sentido, foge dos preceitos básicos que moviam o Zensor. Com certeza raridades de décadas passadas fariam parte, mas eu sempre olho pra frente. Agregar é ser inteligente e é o que me motiva a continuar ouvindo música.

Baixe os playlists com todas as músicas que tocaram no programa em
http://www.fiberonline.com.br/tmp/zensor.zip

Wednesday, August 01, 2007

Rock? 80's? Electropop?

Bom, se você não está se questiona mais sobre estilos, vale a pena dar uma conferida no trabalho do francês-com-nome-de-português Joakim. É da turma da Kitsuné e altamente recomendado.
Além da ótima "Lonely Hearts" (clipe abaixo), ouça também "I Wish You Were Gone".

Myspace:
http://www.myspace.com/jimibazzouka

Tuesday, July 31, 2007

Front 242 cancela tour latino-americana

Em primeira mão comunico que o Front 242 cancelou a tour latino-americana que faria a partir de outubro.

Apesar de já ter acertado tudo, infelizmente não vai rolar. Sugeri que transferissem, ao menos, para o começo de 2008 quando farão mais uma tour americana e estão estudando o caso.

Os motivos alegados foram a desistência de dois promotores (Chile e Equador) e o curto prazo pra uma promoção do evento (em outros países). Mesmo assim, os outros promotores, incluído a Fiber, tentaram negociar datas extras em seus respectivos países (cogitei o Rio), mas a banda alega não ter tempo hábil para isso.

Isso me deixa muito frustrado, pois desde o final do ano passado estamos negociando a vinda dessa banda pra cá.

O que me resta é sugestões de bandas que eu poderia trazer para a segunda edição do Machina Festival que, devido a isso, deverá mudar de data também (possivelmente novembro). Já aviso que Skinny Puppy e Front Line Assembly estão fora de cogitação.

É isso.
Reclamar não adianta. Tem que fazer.

Lendo um desabafo do Hansen, do Harry e Bad Cock, comecei a me questionar sobre a retórica da reclamação. Como brasileiro reclama. Se está sem dinheiro, pragueja. Se está empregado, almeja algo melhor. Se está casado, reclama do companheiro e almeja outras experiências. Será que é fruto de uma insatisfação coletiva ou instrumento de afirmação social?



Então, eu também cansei. Cansei de tanta reclamação! Não tiro o mérito da campanha, não! Apoio totalmente, mas cansei de pessoas que reclamam e não fazem nada, achando que algo salvador vai cair do céu ou do Governo.

Já falei aqui da cidadania. Começa por aí. Longe de ser manifesto de elite, já que moro num bairro supostamente elitizado e que a falta de respeito impera nas redondezas. É fácil uma corja que se diz de "esquerda" e que apóia sem isenção o Governo atual dizer que isso é coisa da "elite". Elite são eles! Tentam impor ao povo que o bom é ser "pobre e honesto", quando esse "pobre e honesto" invade terreno em áreas de Aeroporto, joga lixo nos rios, tenta levantar vantagem da tia que ganhou um extra no fim de semana. Qual a diferença entre essas classes? Nenhuma. Todas convergem para a falta de educação básica, do respeito ao cidadão da auto-análise.

Não me venha falar que não tiveram chance. Não estou falando somente da classe D e E, não! Falo de todos: dos meus vizinhos às vítimas de acidentes aéreos. Daquele cara que ganhou promoção porque pensou nele o tempo todo e esqueceu que o companheiro era arrimo de família. "Foda-se", não?

A minha definição para a síndrome da reclamação é simples: letargia e falta de cidadania.

Quando isso mudar, garanto que as coisas melhoram. Ah, melhoram....

Tuesday, July 24, 2007

Silver Tape de volta




Sim, sim! Quinta-feira agora, 26/7, tem mais uma edição da Silver Tape, festinha eletrônica criada por mim e pelo Luis Depeche.

Nesta edição contamos com o live da Madame Mim e com o Edu Corelli como DJ convidado. Uma cambada de amigos fazendo aniversário coletivo além da despedida da Ju Negão, minha irmãzinha que volta pro interior pra cuidar da linda Julia (linda, linda, linda).

O que ouvir? Putz, tem tanta coisa legal que anda aparecendo bem como mexer no fundo do HD (sim, Serato é tudo) pra puxar aquelas pérolas que casam muito bem com a música eletrônica atual. Nomes aos bois: The Knife, Adonis, Simian Mobile Disco, Telex, Boys Noize, Vandalism, Gui Boratto, entre outros.
Digitalism - Pogo
Música chiclete que não paro de ouvir/ver



Quando conheci o duo aposto não tinha essa história de New Rave, não... O duro é olhar pra Folha Teen (bom, o nome já diz tudo) incitando a nova moda colorida e, pra minha surpresa, eis o Digitalism no rol bem como o Hot Chip! Bom...
Eis que recebo uma mensagem no MSN de um amigo dizendo que estava no meu blog e que o pobre interface virtual estava abandonada mas, que mesmo assim, ele veio buscar por alguns links e dicas por aqui. Me senti mal, muito mal.

Como uma pessoa que sempre viveu de informação começa a relaxar dessa maneira? Claro que busco uma resposta e ela está na minha cara, ou melhor, na minha tela. Tenho nada menos que 8 abas do browser abertas em temas tão díspares como "fomatar HD no Mac para ser lido no PC", "Miss Trash 2007", "Animotion best tracks", "musicGURU", além, é claro, do iTunes, do MSN e do Blogger.

Dá pra ter foco? Não, nåo dá, então vamos lidar melhor com tudo isso. Primeiro: comprometa-se a voltar ao saudável hábito de escrever, sem abreviações, sem emoticons e sem anglicismos (é o mais difícil). Tome consciência que ter um blog é se comprometer com a informação. Se ela será útil para alguém, não lhe cabe julgar. A massiva indexão dos robôs de mecanismos de busca já processaram todas as suas palavras que viraram mercadoria virtual de algum buscador.

Se antes valia a máxima "saia da frente do computador e veja a vida lá fora", cabe agora um "faça algo interessante e tente acabar com a falta de conteúdo vazio ao seu redor", porque desligar esse computador você não vai mesmo.

Monday, June 18, 2007

OK, ok... To vivo sim...

Toquei no Autobahn no sábado passado e a missão era trazer de volta um pouco dos sons que rolei no começo da festa, na década de 90. Como a idéia do Autobahn é ser uma festa 80’s, fiz um set que ficou entre o final da década de 80 e o começo da de 90. A ordem não está exata a não ser o final que deixei a discotecagem pro Kid Vinil deixando as coisas entre as trevas e o rock.

New Scene - The War In Vietnam (Out Of Control II)
Front 242 - Never Stop
Fatal Morgana - Attention
Bigod 20 - the Bog
Neon Judgement - TV Treated
Data-Bank-A - Crack Dream Over
Force Dimension – Dust (12”)
a;Grumh - Generation
Front Line Assembly – Digital Tension Dementia (12”)
SA 42 - Why Not
Khommand 45 - Battle Zone
Public Relation - Eighty Eight (Extended Mix)
Umo Detic - Fahrenheit (Extended Mix)
Klangwerk - Klangwerk (Mix)
And One - Second Voice (Teuer Mix)
Nitzer Ebb - Control I'm Here (razormaid)
Harry - Genebra
Dominion - Isolation
Trisomie 21 - The Last Song (live)
Ghost Dance - Heart Full of Soul (Extended)
The Cult - Wild Flowers (12")

Thursday, April 12, 2007


BandMainstreamness (%)weight
1 Keane
43.99
100 %
2 Depeche Mode
61.23
91 %
3 Unai
0.38
66 %
4 Tiga
10.22
61 %
5 Harry
0.23
53 %
6 Basement Jaxx
29.11
53 %
7 Covenant
6.71
50 %
8 Nouvelle Vague
15.41
47 %
9 Röyksopp
34.96
44 %
10 Maysa
0.42
43 %
11 Trentemoller
2.74
42 %
12 Compilation 80's
0.00
40 %
13 Synth & Electro
???
35 %
14 Duran Duran
28.07
34 %
15 Alice in Videoland
1.77
31 %
16 Tahiti 80
3.81
31 %
17 Ellen Allien & Apparat
3.64
30 %
18 Siouxsie and the Banshees
13.65
29 %
19 VHS or Beta
3.04
28 %
20 Ochre
1.16
28 %

You are 17.75 % mainstream!

Ufa!!!! Ainda bem!!!!
Se tem perfil no Last.FM, veja o quanto você mainstream em http://mainstream.freevicente.com/

Friday, March 30, 2007



Tô chique! Estréio a festa Silver Tape em novo local na próxima sexta e com direito a convidado gringo.

Antipop é um dos membro da cult band eletrônica Télépopmusik, que fez muito sucesso com a música "Breathe". Ele chega na quinta em São Paulo, vai fazer um reconhecimento do terreno e na sexta toca comigo e como o Luis Depeche na nossa festinha que agora rola no Hotel Cambridge, dentro do projeto Hotel House.

Todo mundo lá, hein?

Antipop aka Télépopmusik DJ Set na Silver Tape
Sexta, 6 de abril, 23h
Hotel House no Hotel Cambridge
Avenida Nove de Julho, 216, Centro, São Paulo

Lista amiga: R$ 12 (reserva@hotelhouse.com.br)
Normal: R$ 15

www.hotelhouse.com.br

Wednesday, March 28, 2007

Cota de responsabilidade social. Tenho praticado muito isso e tem me ajudado a entender porque o Brasil é uma merda. Porque nossos políticos são uma merda. Porque o povo é uma merda. O raciocínio é bem simples, acompanhe.

Cena 1 - Enquanto espero pacientemente por um encontro na rua em frente ao meu escritório, observo uma caminhonete da CET em alta velocidade. Dentro dela, um trabalhador do órgão falando ao celular, com apenas uma mão no volante e vira repentinamente à esquerda sem dar sinal de seta algum. Não mais de dois minutos passam, uma nova caminhonete, agora uma bem nova,da frota recém adquirida pelo governo de São Paulo, igualmente em alta velocidade, vira na mesma esquina, sem sinal algum como o predecessor. Ah, deu pra perceber que esse último não usava cinto de segurança.

Cena 2 - Ruas dos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Cruzamento entre Rua Batatais e Alamenda Campinas. Por mais que insista e persista, não consigo ver nenhum carro que respeite a faixa de pedestres. Se o semafóro está fechado, o motorista pára em cima da faixa. Pera lá, não fui justo. Os motociclistas vão além disso, avançam, desviam de pedestres e continuam a saga de entregar suas encomendas o mais rápido possível.

Cena 3 - Caminho de volta pra casa. Na minha frente, uma mulher de aparentemente 50 anos caminha tranqüilamente pela rua sorvendo alguma delícia que não consigo perceber do que se trata. Ao finalizar a guloseima, sem pestanejar, o invólucro vai pra sarjeta.

Cena 4 - Um hospital público de Belo Horizonte marca uma consulta para uma paciente que finalmente conseguiu ser atendida. A consulta é marcada prontamente. Para 2010.

O que quero dizer com isso? Que a roda gira mas sempre em torno de nós. Somos sim os responsáveis por tudo de ruim que vivenciamos porque a grande maioria não presta atenção ao que está ali, do seu lado. Infringe regras que acha que são bobas. "Pra que cumprí-las se tem neguinho que rouba e não vai preso?", dizem alguns.

Eu só vou me sentir no direito de cobrar quando cumprir minha cota de responsabilidade social. Como as cotas de carbono, sabe? Atravessou fora da faixa? Compense dando bom dia pra aquele segurança que você sempre faz carão. Jogou papel no chão? Isso não tem desculpa, porque poderia segurá-lo até encontrar o lugar certo pra jogar.

O principal disso tudo é conscientizar que se a gente quer mudar tudo que tem de ruim nesse país, temos que começar nos policiando.
Por mais que pareça, uma dúvida nem sempre é realmente algo questionável. A experiência faz a gente perceber que quando não temos certeza de algo, devemos apelar para a cautela. Conclusão: a aparente dúvida é apenas resultado de pouca reflexão sobre um assunto.

Ao chegar perto dos 40 anos, fico me questionando muito. Não quer dizer que tenho dúvidas, necessariamente. Fico pensando se devo ou não devo fazer certas coisas, se arriscar ainda vale a pena, se tudo o que a vida vem me mostrando durante anos e anos não é a resposta pra aquela suposta dúvida. Não querer enxergar às vezes é sinal claro que por trás de uma dúvida reside medo e, do lado dele, um sentimento que força a experimentar. Uma briga eterna que parece não ter fim.

Há pouco minutos ouvi uma frase de uma música de Lulu Santos cantarolada por alguém numa propaganda televisiva que nem identifiquei de quem era. "Vamos nos permitir", dizia a música. Será? Me pôs em dúvida.

Tuesday, March 20, 2007

Dias corridos, vida agitada, até quando?

Tenho uma tendência natural a ter mais coisa que fazer do que dou conta. Não nasceu ontem isso, não. Desde a tenra infância queria brincar em três lugares ao mesmo tempo, mesmo tendo noção, já naquela época, que um corpo não ocupa lugares diferentes ao mesmo tempo.

Daí surgiu o primeiro sintoma que as coisas sempre seriam complicadas. A imaginação. O pensamento. A divagação. Enquanto montava o Ferrorama, pensava em empinar pipa (apesar de sempre ser péssimo nisso) e ler gibis. Essa herança se faz presente até hoje. Gosto muito de assoviar e chupar cana, sabe?

Quando as coisas estão muito calmas, algo me inquieta. Tenho que criar, fazer, mover. Sensação de estar vivo ou mesmo de missões que devem ser feitas nessa passagem terrena.

Um boa parcela das pessoas que estão à minha volta sofre com essa minha inquietude. Não entendem, às vezes querem frear, mas o caminhão do Encurralado aqui não permite.

Neste ano passo a integrar o mundo dos quarentões. Minhas percepções vêm mudando a cada ano, resultado da experiência de vida, convívio com outras pessoas e, sobretudo, permitir que a vida interaja um pouco mais sem os comandos quiça automatos de nossa conduta.

Mas ainda me pergunto: até quando?

Tuesday, March 06, 2007

Durante uma reflexão sobre o declínio do mercado fonográfico e a aceitação de novas mídias, percebi que não sou só eu que me sinto como um estranho no ninho aqui no Brasil. Relato pra vocês um trecho da conversa (editada) que mantive num lista de discussão que assino.

O mote é o fechamento de gravadoras independentes e o desinteresse do público para comprar mídia, já que baixar gratuitamente é muito mais fácil.

Lancei um box de CDs de uma banda chamada Harry há cerca de um ano e meio (www.harrynet.com.br). Pra vocês terem uma idéia, até agora não consegui vender a tiragem limitada que é só de 1000 cópias! Isso porque consegui colocar no grande mercado (lojas virtuais como Submarino e redes como FNAC e Saraiva). O questionamento é latente: pra que lançar então? Levamos um ano pra separar as músicas, masterizar, fazer uma arte bacana, se preocupar com todos os detalhes pra não vender. E o motivo não é a música, claro, pois o Harry é um documento vivo da música alternativa brasileira. Com isto, não há motivação pra lançar nada, exceto DVD mesmo. Por enquanto. Outra possibilidade é a venda de MP3 para o mercado externo, porque por aqui vai demorar muito ainda.

Tem um caso que considero como o melhor exemplo de como as coisas estão invertidas mesmo. Estava numa comunidade falando sobre um software que custa Us$ 49 que é essencial pra um trabalho que faço, que me traz ótimo resultado e otimiza o dia-a-dia. Comentei que havia comprado, o que é normal, ué! Uma empresa se mantém dos serviços que presta. Qual minha surpresa quando a comunidade toda me detonou, me chamando de “tonto” que gosta de jogar dinheiro fora, já que bastava pegar um crack que já rolava!

Sinto isso com música também. Não sou xiita, não! Baixo muito , mas muito mais do que compro, porque a oferta é maior do que meu bolso, porém compro vários singles digitais também. Acho impossível pagar por tudo que a gente consome de música, por isso adoraria que tivesse um canal de assinatura que a gente pagasse um X por mês e tivesse acesso a tudo. Seria justo com quem produz e viável pra gente, como TV a cabo, por exemplo.

Será que há solução?

Wednesday, February 28, 2007

Migrei para o Blogger novo e meus comentários se foram... Peço desculpas a todos que deixaram suas opiniões por aqui.


Voltar aos "velhos tempos". É assim que defino a sensação de tocar numa festa com o Serato Scratch Live.

O controle sobre o vinil, sem todos aqueles cues automáticos dos CD-Js que sempre me confudira, é algo que pensei nunca mais experimentar, já que por falta de espaço, os vinis estavam sendo abandonados dos meus cases.

Além do espaço, o peso e saber exatamente o que vai tocar, coisa que nunca sei. Até hoje faço sets na hora. Não estudo viradas, nem analiso o momento dos cortes. Gosto de tudo na raça. A memória ajuda a lembrar de trechos bacanas pra cortar aquela música e tal e assim que me guio.

E o Scratch Live me dá essa possibilidade. Mas requer organização. Tenho milhares de músicas no meu note e não sou a pessoa mais organizada. E na hora que quero determinada música, nem sempre a busca é a mais perfeita. Isso achei um ponto negativo.

Mas daqui pra frente só quero saber da mobilidade e praticidade, além, é claro, do eterno prazer de tocar com vinis, que o Scratch Live proporciona com muita perfeição.

Wednesday, August 16, 2006

Me deu vontade voltar a escrever. A "culpa" é do Blog da Trash (www.trash80s.com.br/blog) que acabou se transformando na central de novidades da festa. Toda vez que aparece algo, corro pra postar. Mas isso não deveria acontecer por aqui também?

Tenho vários serviços on-lines que assino e a maioria mantenho atualizado. Esse aqui, velho de guerra, fica sempre esquecido.

Vou ver se consigo manter uma rotina novamente, afinal de contas, todos os dias acontecem fatos e pintam idéias legais que gostaria de compartilhar (mesmo sem que ninguém leia) apenas pra me senir mais vivo e presente.

"E por que não arruma uma turma de amigos, ué?" Porque nem todo mundo tem saco pra ouvir certas coisas que só interessarão a poucos.

Tuesday, February 14, 2006



Há quase dois anos, eu e minha parceira oficial de "deformance" aprontávamos nossa segunda aparição no palquinho da Trash 80's. O registro, feito por uma fã da festa, ficou arquivado durante meses no empoirado HD de backup da minha máquina. Nada mais justo que colocá-lo no ar para quem acessa esse quase-esquecido-blog conferir o quanto é divertido ser caricato. Sem medo de ser feliz, no mais alto momento de diversão.
Se você tem Windows Media Player, clique aqui para conferir o vídeo.

Saturday, October 22, 2005


E depois de algum tempo, volto a produzir um evento de música eletrônica. Não que eu tenha abandona o estilo, já que trabaho intensamente com isso, seja pelo FiberOnline ou com uma série de projetos de CDs que faço para algumas empresas, mas o Machina Festival tem um gostinho diferente: de reencontro e experimentação. Adoro isso.

Mais informações em http://www.machinafestival.com.br. Posted by Picasa


Sim, eu me rendi o iPod.

Em menos de 3 meses, data do último post, tive a oporunidade de experimentá-lo. Mas uma coisa fez com o que mudasse de opinião: memória flash. A razão de eu odiar o iPod era o tamanho, peso e a capacidade. Não quero ficar levando minha coleção de CDs pra cima e pra baixo. Quero fazer uma seleção de, diremos umas 500 músicas, e ouvir à exaustão!


O Nano é uma evolução mas tb nasceu morto. Comprei, tô amando, mas assim que os celulares aceitarem cartões de 4GB (daqui a alguns meses) tchau, babe.
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Wednesday, July 27, 2005


Eu não gosto do iPod. Acho que já nasceu morto. Milhões de pessoas compraram e, em menos de dois anos, estará jogado na gaveta como os toca-fitas portáteis.

Comprei meu Nokia 6230 há quase um ano. O bichinho é o primeiro caso de celular multimídia de sucesso. Comporta memória MMC, que hoje já traz capacidade de 2GB. Além de ouvir as músicas preferidas, dá pra falar, tirar foto, gravar vídeo, usar com agenda, etc, etc.


Se a revolução da música digital tem um nome, com certeza não é o iPod. Celulares inteligentes apresentam-se como a solução de convergência. Afinal, é isso que queremos: o máximo de recursos com simplicidade de uso.  Posted by Picasa

Sunday, May 01, 2005


E uma coisa muito engraçada aconteceu... Como disse no post anterior, tenho uma paixão especial por gatos e nunca me prendi ao universo canino. Já o Carlos, aí na foto, sempre adorou cachorros e nunca deu atenção aos gatos. A experiência de duplo convívio tem sido ótima. Acompanhar de perto o crecimento de duas espécies tão distintas é um aprendizado e tanto.

A Meg é um Golden Retrivier de oito meses, linda, apaixonante e espuleta. Não pára nunca! Haja fôlego (né, não Carlos?)  Posted by Hello

Este é o Otávio e tem sido um ótimo companheiro apesar de todo mundo afirmar que gato é blasé. Pra quem não entende o que é um relacionameno com gatos, pode até achar isso mesmo, mas o que eu admiro é a lealdade e a individualidade. Animal com personalidade mesmo. Ele é um balinês de cinco meses e traz características muito próximas aos cães como interação, obediência e rápido aprendizado. Junto a isso, tudo o que eu sempre admiro em gatos.  Posted by Hello

Sunday, April 03, 2005


OK, demorou quase quatro anos para ter algo inédito do NIN. Agora agüente! Novo álbum, tour, milhares de bootlegs e remixes... Comece por "The Hand That Feeds" que eu achei uma música bem legal mesmo. Parece que Trent testa um híbrido de Strokes, LCD e seu próprio som. Gostei.  Posted by Hello

Alguns amiguinhos do escriba. Posted by Hello

Friday, February 25, 2005

Ataque aos Clones

Clones invadiram a cidade de São Paulo no último mês. Ao prometer tocar as mesmas músicas que tocam na Trash, os farsantes tentam ludibriar milhares de pessoas que saem em busca da animação 80’s. Trasher, não se deixe enganar: diversão garantida é só com a Trash 80’s.

Sunday, February 20, 2005

Nem com uma hora a mais consegui administrar o tempo. Um tempo que, apesar de dividido em horas, tem sido incontável para mim. Basta perceber quanto tempo faz que nenhuma letra nova aparece por aqui. OK, tem dois comentários no post anterior, mas foi contribuição de alguém que não queria mais constatar a mesmice dessa página.

Hoje resolvi que precisa usar a horinha a mais para escrever alguma coisa, mesmo que não tenha nada de relevante. Tempo escasso não é desculpa. Creio que é um desinteresse geral adicionado a preguiça letal. O pouco tempo que arrumo é para não fazer nada, pode? Que desperdício...

Tempo é para ser vivido, mesmo que seja no prazer da sua cama. Afinal, pra que serve um notebook?

Tuesday, January 04, 2005

Feliz Dois Mil e Cinco! E que seja como a mensagem: tudo por exteeeeeenso. E intenso.

Wednesday, December 01, 2004

Mais uma etapa rumo à 2005 sem aparelho ortodôntico. Parece bobo, mas pra mim é quase uma sina. Começa na minha pré-adolescência, época que caí na mão de um "dentista de família" que conseguiu estragar a minha dentição, com extrações equivocadas e metódos nada ortodoxos.

Trauma e medo se seguiram por anos. Tentantivas frustradas por outros tantos. Até o abandono total e a retomada graças às asas da maturidade que plainavam sobre mim.

Só que já sofreu uma limitação sabe o que é encerrar um ciclo desses. Ansiedade me consome, mas a longa espera construiu uma indumentária que protege de surtos.

Agora, fico aqui nesta cama esperando pelo dia que sorrir será tão simples como respirar.

Sunday, November 28, 2004

Olho para o lado de fora e vejo um dia cinza. Novembro sinaliza o final de mais um ano e as nuvens que rondam o ceú anunciam chuva. Hoje, um dia tão especial, vou encher minha alma de cores para constrastar com essa fração de tempo em forma de clima que insiste em manter o tédio para quem não se aventura.

Hoje eu quero ajudar. Hoje eu quero me ajudar. Ajudando. Sempre.

Quer puder colorir algumas horas comigo que venha para a Trash Benê. Este post é atemporal porque, mesmo que não consiga aparecer no Caravaggio hoje e dar sua contribuição para o Istituto Vida Nova, lembre-se que do lado de lá da janela sempre tem dias cinzas querendo cor.

Sunday, October 03, 2004

Sou um escravo do tempo e de suas horas que passam mais rápido do que consigo assimilar. Por essa insanidade compulsiva, passei a dormir menos já que ficar acordado traz a sensação que o tempo está sendo bem aproveitado. Tem algo mais precioso do que o tempo? Se ele não pára temos mais é que consumí-lo. Até o talo.

Wednesday, September 29, 2004

Sem aquele chavão de que estou sem tempo para escrever. Assumo que o blog não é prioridade e pronto. Mas parece que algo ou alguém fica falando no meu ouvido que "isso não pode continuar assim", ou causa um certo incômodo, sensação de tarefa não cumprida, como aqueles dias que a gente cai na cama sem tomar banho, sabe?

Cá estou. De volta ao aconchego. Pra variar, metendo a boca em alguma coisa e hoje o escolhido são os serviços on-line gratuitos. Tudo o que é bom, dura pouco. Isso todo mundo já sabe. Quanto tempo dura uma caixa de trufas da Neuhauss em seu armário? Ok, da Ofner, então? Menos ainda já que é mais acessível eu sei. Essa nossa compulsão também se aplica a Internet.

Quando o saudoso Napster surgiu, eu ficava horas e horas conectado para conseguir baixar poucas músicas. Quando a coisa começou a ficar boa (digo, banda larga acessível), a RIAA cortou nosso barato. Foi assim com o Audiogalaxy e muitos outros. O Kazaa e Soulseek parecem persitir mas meu vício mudou para as comunidades on-line e nela ando sofrendo muito. Orkut e Fotolog são dois bons exemplos. O primeiro virou até mesmo garoto-propaganda de marca de absorvente no Brasil. É gratuíto e tem centenas de milhares de pessoas conectadas. Resultado: é lento. Haja saco para conectar, qualquer hora que seja. Mas se fosse pago adiantaria? Eu afirmo que não. Primeiro porque a Google, que investe no projeto, é contra cobrança mas anda falhando no suporte do serviço e, além disso, temos exemplos de serviços pagos que insistem em não funcionar como o nosso querido Fotolog.

A comunidade fotográfica que anda acabando com os blogs por aí, tá mal das pernas. A molecada que criou tá passando o chapeú pra ver se conseguem manter ativo o sistema. Eu sou pessimista: acho que vai pro caso. O único porém é que parece que nada surge para suprir esses vícios. Será que o negócio é voltar para os (já) datados blogs como este aqui?

Thursday, August 19, 2004

Tenho que relatar isso... Não posso suportar mais essa agonia em colocar para fora o que sinto. Durante semanas, sem a ajuda de terapeuta algum, tentei em vão escrever algumas linhas sobre isso. Confidenciei à algumas pessoas próximas, aqui da "firma", com diz a Ligia Helena. Todos olharam com cara de surpresa, não acreditando no que ouviram, ainda mais proferido por mim. Meu passado não nega mas não agüento mais ouvir Kraftwerk! Chega! Desde 86 o quarteto alemão insiste nas mesmas músicas. Muda um arranjo, coloca umas batidinhas aqui e ali, porém a essência é a mesma. Vou além, é a mesma desde "Computer World".

Veio para po Brasil foi um verdadeiro acontecimento. Foi um sonho realizado. OK. Mas por que todo mundo tá falando do novo show da banda por aqui como se fosse Deus em forma de música?

Adoro o Kraftwerk, reconheço todo o valor que a entidade tem para o universo da música contemporânea. Pra mim está no mesmo nível dos Rolling Stones: não se tocam que já passou muito da hora de parar de enganar o povo com o passado requentando.

Vai lançar coisa nova? Quando? Sei.

Monday, August 09, 2004

Expressão

"Enunciação do pensamento por meio de gestos ou palavras escritas ou faladas".

Já ouviu aquela frase "falar é fácil..". Eu não acho não. Tenho uma enorme dificuldade para colocar minhas idéias de uma maneira clara e racional. Se envolver sentimentos, piorou.

Acha fácil dizer "te amo"? O mundo virtual colocou a utopia do hippies na lona. Agora todo mundo ama todo mundo na Net. Basta ver comentários nos flogs, por exemplo. Mas você consegue dizer facilmente "te amo", de uma maneira sincera e do fundo do coração? Será que é necessário falar? É tão importante assim? Expressar-se é pricípio básico da comunicação, porém gestos podem ser mais eficientese convicentes. Um abraço, um afago, um beijo gostoso, uma troca de fluidos de outro planeta... Agora, pra que falar???

Quem palavra substitui a sensanção de dois corpos em perfeita sintonia? Existe, claro, mas é dom para poucos. O toque diz mais do que muitas letras mal pronunciadas (ou escritas).

Pela campanha da boca fechada e o coração aberto! Sempre!
Exercício de paciência

1) começar a sentir-se mal freqüentemente;
2) tirar a carteirinha do plano se saúde da gaveta;
3) tomar remédio forte;
4) ir para outro médico porque o primeiro remédio era tão forte que afetou outras áreas do corpo;
5) começar dieta para novos exames;
6) Ficar de resguardo em casa esperando que o organismo se manifeste para poder concluir a primeira fase dos exames e iniciar a segunda (de um total de quatro);
7) controlar a ansiedade que todo trabalhador compulsivo como eu exala por todos os poros.