
Poderia ser só mais um erro de digitação. Até mesmo um lapso do designer. Lembrando que a MTV se tornou a antena retransmissora do miguxismo, agora pode ser tornar também a fonte do anafalbetismo explícito.






Toquei no Autobahn no sábado passado e a missão era trazer de volta um pouco dos sons que rolei no começo da festa, na década de 90. Como a idéia do Autobahn é ser uma festa 80’s, fiz um set que ficou entre o final da década de 80 e o começo da de 90. A ordem não está exata a não ser o final que deixei a discotecagem pro Kid Vinil deixando as coisas entre as trevas e o rock.
New Scene - The War In Vietnam (Out Of Control II)
Front 242 - Never Stop
Fatal Morgana - Attention
Bigod 20 - the Bog
Neon Judgement - TV Treated
Data-Bank-A - Crack Dream Over
Force Dimension – Dust (12”)
a;Grumh - Generation
Front Line Assembly – Digital Tension Dementia (12”)
SA 42 - Why Not
Khommand 45 - Battle Zone
Public Relation - Eighty Eight (Extended Mix)
Umo Detic - Fahrenheit (Extended Mix)
Klangwerk - Klangwerk (Mix)
And One - Second Voice (Teuer Mix)
Nitzer Ebb - Control I'm Here (razormaid)
Harry - Genebra
Dominion - Isolation
Trisomie 21 - The Last Song (live)
Ghost Dance - Heart Full of Soul (Extended)
The Cult - Wild Flowers (12")
| Band | Mainstreamness (%) | weight | |
|---|---|---|---|
| 1 | Keane | 43.99 | 100 % |
| 2 | Depeche Mode | 61.23 | 91 % |
| 3 | Unai | 0.38 | 66 % |
| 4 | Tiga | 10.22 | 61 % |
| 5 | Harry | 0.23 | 53 % |
| 6 | Basement Jaxx | 29.11 | 53 % |
| 7 | Covenant | 6.71 | 50 % |
| 8 | Nouvelle Vague | 15.41 | 47 % |
| 9 | Röyksopp | 34.96 | 44 % |
| 10 | Maysa | 0.42 | 43 % |
| 11 | Trentemoller | 2.74 | 42 % |
| 12 | Compilation 80's | 0.00 | 40 % |
| 13 | Synth & Electro | ??? | 35 % |
| 14 | Duran Duran | 28.07 | 34 % |
| 15 | Alice in Videoland | 1.77 | 31 % |
| 16 | Tahiti 80 | 3.81 | 31 % |
| 17 | Ellen Allien & Apparat | 3.64 | 30 % |
| 18 | Siouxsie and the Banshees | 13.65 | 29 % |
| 19 | VHS or Beta | 3.04 | 28 % |
| 20 | Ochre | 1.16 | 28 % |

Durante uma reflexão sobre o declínio do mercado fonográfico e a aceitação de novas mídias, percebi que não sou só eu que me sinto como um estranho no ninho aqui no Brasil. Relato pra vocês um trecho da conversa (editada) que mantive num lista de discussão que assino.
O mote é o fechamento de gravadoras independentes e o desinteresse do público para comprar mídia, já que baixar gratuitamente é muito mais fácil.
Lancei um box de CDs de uma banda chamada Harry há cerca de um ano e meio (www.harrynet.com.br). Pra vocês terem uma idéia, até agora não consegui vender a tiragem limitada que é só de 1000 cópias! Isso porque consegui colocar no grande mercado (lojas virtuais como Submarino e redes como FNAC e Saraiva). O questionamento é latente: pra que lançar então? Levamos um ano pra separar as músicas, masterizar, fazer uma arte bacana, se preocupar com todos os detalhes pra não vender. E o motivo não é a música, claro, pois o Harry é um documento vivo da música alternativa brasileira. Com isto, não há motivação pra lançar nada, exceto DVD mesmo. Por enquanto. Outra possibilidade é a venda de MP3 para o mercado externo, porque por aqui vai demorar muito ainda.
Tem um caso que considero como o melhor exemplo de como as coisas estão invertidas mesmo. Estava numa comunidade falando sobre um software que custa Us$ 49 que é essencial pra um trabalho que faço, que me traz ótimo resultado e otimiza o dia-a-dia. Comentei que havia comprado, o que é normal, ué! Uma empresa se mantém dos serviços que presta. Qual minha surpresa quando a comunidade toda me detonou, me chamando de “tonto” que gosta de jogar dinheiro fora, já que bastava pegar um crack que já rolava!
Sinto isso com música também. Não sou xiita, não! Baixo muito , mas muito mais do que compro, porque a oferta é maior do que meu bolso, porém compro vários singles digitais também. Acho impossível pagar por tudo que a gente consome de música, por isso adoraria que tivesse um canal de assinatura que a gente pagasse um X por mês e tivesse acesso a tudo. Seria justo com quem produz e viável pra gente, como TV a cabo, por exemplo.
Será que há solução?





Comprei meu Nokia 6230 há quase um ano. O bichinho é o primeiro caso de celular multimídia de sucesso. Comporta memória MMC, que hoje já traz capacidade de 2GB. Além de ouvir as músicas preferidas, dá pra falar, tirar foto, gravar vídeo, usar com agenda, etc, etc.
Se a revolução da música digital tem um nome, com certeza não é o iPod. Celulares inteligentes apresentam-se como a solução de convergência. Afinal, é isso que queremos: o máximo de recursos com simplicidade de uso.

